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Portugal está a ser poupado ao coronavírus? Canal belga diz que sim e explica porquê

Especialistas enumeram razões pelas quais o território nacional tem poucos casos quando comparado a Espanha.
Marta Ferreira 7 de Abril de 2020 às 17:12
Lisboa está vazia. Ao segundo dia do Estado de Emergência, é este o cenário na capital do País
Lisboa está vazia. Ao segundo dia do Estado de Emergência, é este o cenário na capital do País
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Lisboa está vazia. Ao segundo dia do Estado de Emergência, é este o cenário na capital do País

Quando comparado com Espanha ou Itália, países relativamente próximos, Portugal parece ter um número significativamente menor de casos de coronavírus tanto ao nível dos infetados como o de mortos.  

Além dos "poucos casos", como refere um canal de televisão belga RTBF, a evolução parece estar a ser "lenta" mas positiva, segundo referiu esta terça-feira o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. 

O canal de televisão da Bélgica RTBF analisou o caso português e enumerou as razões, com a ajuda de especialistas, que levam Portugal a ter "13 vezes menos mortes em comparação à sua população do que Espanha", segundo reflete o canal. 

Em primeiro lugar a localização geográfica do território nacional pode abonar a favor dos portugueses uma vez que temos apenas uma fronteira terrestre com outro país, Espanha, o que facilita o controlo das entradas e saídas de Portugal. 

Também as medidas restritas tomadas logo no início do surto - O Governo tomou medidas mais sérias quando se contabilizaram 100 casos - e a "autodisciplina dos portugueses" pode ter contribuído para manter o número de casos baixo. 

"Fecharam-se nas suas casas de campo, pararam de ir a cafés, bares e restaurantes e tiraram as crianças das escolas. Muitas foram fechadas devido à falta de alunos mesmo antes da proibição, o mesmo aconteceu com as lojas devido à falta de clientes", descreve a mesma fonte.

E porquê tão cedo? Segundo o canal belga, "o
 primeiro-ministro socialista António Costa entendeu logo que quanto mais durasse a crise da saúde, mais dramático seria o impacto no turismo, um setor essencial para a economia portuguesa. Portanto, optou por tomar medidas radicais, numa fase inicial, para sair da situação de contenção o mais rápido possível e reiniciar o turismo o mais rápido possível".

O facto das fragilidades do sistema de saúde nacionais serem bem conhecidas por parte do Governo e a necessidade imperativa de não sobrecarregar os hospitais também levaram o executivo a reagir mais rapidamente. Também a estabilidade política pode estar a contribuir para resolver esta crise mais rapidamente. 

"Há um aspecto político, uma permanência. A esquerda está no poder desde 2015, já em Espanha, nos últimos 5 anos, ocorreram 4 eleições gerais", sublinha o canal.

A generosidade portuguesa também é destacada nesta análise: "O governo [português] tomou a decisão de estender os direitos na saúde aos imigrantes. Enquanto que em Espanha, o partido populista de direita Vox exigiu que os imigrantes indocumentados pagassem do próprio bolso os serviços de saúde". 

"Portugal aceitou em quase consenso a concessão de direitos a todos os seus imigrantes no processo de regularização. Os imigrantes podem beneficiar do sistema de saúde gratuito. Também podem solicitar o subsídio especial para os trabalhadores que precisam ficar em casa para cuidar de seus filhos ou pais. Em suma, isso confere os mesmos direitos que os portugueses e assim todos se protegerão do Covid-19". 

Para terminar o reforço das medidas de contenção no período da Páscoa e reforço do Estado de Emergência são também pontos positivos que tornam esta crise mais controlável. 

O Estado de Emergência em Portugal deverá manter-se, pelo menos, até dia 17 de abril.

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