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Correio da Manhã

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Portugal investiga tortura a três lusodescendentes na Venezuela

Pedida investigação aos casos de três lusodescendentes presos.
Miguel Curado 31 de Julho de 2020 às 09:46
Nicolás Maduro
Instituto Casla apresentou queixa na procuradoria portuguesa
Nicolás Maduro
Instituto Casla apresentou queixa na procuradoria portuguesa
Nicolás Maduro
Instituto Casla apresentou queixa na procuradoria portuguesa
Representantes de um instituto venezuelano (Instituto Casla), que denuncia a prática de repressão do regime de Nicolás Maduro, apresentaram queixa (confirmada pelo CM), na procuradoria portuguesa, pedindo a investigação urgente às circunstâncias em que três lusodescendentes estão detidos e, alegadamente, a ser alvo de torturas.

Tamara Suju, diretora-executiva do Instituto Casla (sediado em Praga, na República Checa), e advogados deslocaram-se pessoalmente à Procuradoria-Geral portuguesa, apresentando queixa formal. “A lei portuguesa, e as convenções internacionais que Portugal assinou, fazem com que este Estado deva investigar denúncias contra os seus cidadãos em todo o Mundo”, disse Tamara Suju à imprensa venezuelana. Fonte oficial do Ministério Público confirmou ao CM que uma investigação está em curso.

Adrian de Gouveia e Juan Rodriguez dos Ramos são dois dos visados pelo pedido de investigação. Ambos militares (respetivamente major da Força Aérea e coronel do Exército venezuelano), estão identificados como opositores pelo regime de Nicolás Maduro desde 2018. Estão acusados de integrar um grupo de militares revoltosos que estará, segundo o poder venezuelano, envolvido em pelo menos dois atentados contra o o atual presidente daquele país. Aguardam julgamento detidos.

Queixa na Justiça fala em presos políticos
A queixa apresentada em nome do Instituto Casla é clara. Adrian de Gouveia, Juan Rodriguez dos Ramos e Vasco da Costa (terceiro visado pelo pedido de investigação) são presos políticos. Os dois primeiros, inclusive, já estiveram em paradeiro desconhecido durante largas semanas. Rodriguez dos Ramos chegou mesmo a ser detido por militares venezuelanos, segundos depois de ter sido deixado em casa por outros homens fardados. As famílias dos três homens têm dificuldade em saber qual o seu estado de saúde atual.
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