Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Militares tomam o poder e obrigam presidente do Mali a demitir-se

Portugal tem desde julho uma Força Nacional Destacada no país, que inclui 63 militares da Força Aérea Portuguesa.
Lusa 19 de Agosto de 2020 às 07:22
Ibrahim Boubacar Keita foi forçado a abandonar o cargo de presidente do Mali
Mali foi alvo de golpe de Estado de terça-feira
Confrontos do Mali
Ibrahim Boubacar Keita foi forçado a abandonar o cargo de presidente do Mali
Mali foi alvo de golpe de Estado de terça-feira
Confrontos do Mali
Ibrahim Boubacar Keita foi forçado a abandonar o cargo de presidente do Mali
Mali foi alvo de golpe de Estado de terça-feira
Confrontos do Mali
O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, no poder desde 2013, anunciou a demissão e a de todo o Governo, numa declaração transmitida pela televisão nacional, após ter sido deposto por um golpe militar, horas antes.

Keita, que tinha sido detido na companhia do primeiro-ministro Boubou Cissé no final da tarde de terça-feira e levado para o acampamento militar onde se iniciou um motim no início do dia, surgiu por volta da meia-noite na televisão pública ORTM, usando máscara.

Na declaração, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP), disse que tinha trabalhado desde a sua eleição, em 2013, para dar a volta ao país e "dar corpo e vida" ao exército maliano, que enfrenta a violência 'jihadista' há anos.

Os militares que tomaram o poder no Mali e forçaram o Presidente Ibrahim Boubacar Keita a demitir-se, afirmaram esta quarta-feira que pretendem uma "transição política civil" que conduza a eleições gerais dentro de um "prazo razoável".

"Nós, as forças patrióticas agrupadas no Comité Nacional para a Salvação do Povo (CNSP), decidimos assumir as nossas responsabilidades perante o povo e perante a história", disse o porta-voz dos militares e vice-chefe de Estado-Maior da Força Aérea, coronel Ismaël Wagué, numa declaração emitida às 03:40 (04:40 em Lisboa) pela televisão pública ORTM.

"O nosso país [...] afunda-se dia após dia no caos, na anarquia e na insegurança, por culpa dos homens encarregados do seu destino", acusou o oficial, denunciando o "clientelismo político" e "a gestão familiar dos assuntos do Estado".

Mali política defesa forças armadas
Ver comentários