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Primeiro centro de tratamento de hemodiálise inaugurado na Guiné-Bissau

"Milhares de guineenses estão em Portugal, sem condições de regressar" ao país, observou o primeiro-ministro.
Lusa 24 de Fevereiro de 2020 às 18:14
Tratamento hospitalar
Tratamento hospitalar FOTO: Getty Images
A Guiné-Bissau tem a partir desta segunda-feira um centro de hemodiálise pronto para realizar seis sessões diárias, mas a data de entrada em funcionamento ainda vai ser definida, disse Daniel Cunha, administrador da Clínica Madrugada.

Com o apoio da organização não-governamental italiana ONLUS e a Clínica Madrugada, ligada à igreja católica, foram instaladas quatro máquinas de tratamento de hemodiálise e nos próximos meses conta equipar o Simão Mendes, principal hospital da Guiné-Bissau, com mais oito máquinas, observou Daniel Cunha.

A preocupação do administrador da Clínica Madrugada prende-se, contudo, com os consumíveis para fazer funcionar os aparelhos e, deste modo, iniciar o atendimento aos doentes com problemas renais na Guiné-Bissau.

Além das máquinas de hemodiálise, a ONLUS disponibilizou à Clínica Madrugada aparelhos de TAC, de radiografias e de ecografia, o que foi descrito pelo primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, que presidiu à cerimónia, como "equipamentos de ponta no domínio da saúde pública".

"É um ato extremamente importante, porque estes equipamentos vêm preencher uma lacuna que custa vidas humanas e despesas extraordinárias que não estão ao nosso alcance", notou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro afirmou que, devido à falta de capacidade de tratar doentes com problemas renais na Guiné-Bissau, "milhares de guineenses estão em Portugal, sem condições de regressar" ao país, observou.

A ministra da Saúde Pública, Magda Robalo, felicitou as entidades e pessoas que tornaram possível a instalação dos equipamentos, mas destacou a importância das máquinas de tratamento de hemodiálise, tendo salientado que doravante o país vai passar a cuidar internamente de doentes com problemas renais e evitar mortes.

Lampra Cá, bispo auxiliar de Bissau, que antes da inauguração oficiou uma missa, considerou que a Guiné-Bissau "está a assistir a inauguração de uma pérola preciosa" com as máquinas de hemodiálise, lembrando que "muita gente morre ou não pode estar no país" por falta daqueles equipamentos.

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