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Príncipe da Arábia Saudita diz a genro de Trump que Khashoggi era um "islamista perigoso"

Mohammed bin Salman descreveu o jornalista numa chamada com um familiar do presidente dos EUA.
1 de Novembro de 2018 às 18:22
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado em Istambul
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, afirmou sobre o jornalista Jamal Khashoggi, que foi morto no consulado saudita em Istambul no início de Outubro, como um islamista perigoso.

O jornal Washington Post descreve uma conversa telefónica que terá ocorrido entre Mohammed bin Salman, Jared Kushner (o genro do presidente dos EUA, Donald Trump, e o conselheiro para a segurança nacional norte-americana, John Bolton. Durante essa conversa, o príncipe herdeiro ter-se-á referido ao jornalista saudita mesmo como um islamista perigoso.

Jamal Khashoggi era um duro crítico do regime saudita o que leva a que recaiam suspeitas sobre o príncipe herdeiro relativamente ao assassinato do homem. O jornalista foi morto ao entrar num consulado saudita em Istambul, na Turquia. Khashoggi foi ao consulado para obter papéis para poder casar com a sua noiva turca.

As declarações de Mohammed bin Salman ao telefone com os dois norte-americanos contrasta com a posição pública do príncipe, que na sua primeira aparição pública após a morte do jornalista assegurou que os assassinos de Khashoggi serão levados à justiça e recebeu mesmo a família da vítima. 

"A Arábia Saudita está a levar a cabo todos os procedimentos legais necessários, em cooperação com o governo turco, para que as investigações sejam finalizadas e os responsáveis levados a Tribunal e julgados", afirmou Mohammed bin Salman na semana passada.

Um procurador turco disse esta quarta-feira que o jornalista saudita foi estrangulado pouco depois de ter entrado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia. O seu corpo foi posteriormente desmembrado e descartado.

Esta acusação tira força à versão do consulado de que o jornalista tinha morrido na sequência de uma luta no interior do edifício ao qual se tinha dirigido para ir buscar documentos necessários para o seu casamento.

Como parte da investigação sobre Khashoggi, a Arábia Saudita deteve 18 pessoas e dispensou cinco oficiais do governo. Alguns eram membros da equipa de 15 pessoas que fez voou até Istambul horas antes da morte de Khashoggi.

A esposa do jornalista Jamal Khashoggi acredita que as autoridades sauditas são responsáveis pelo seu homicídio e que o reino da Arábia Saudita devia adiantar mais detalhes sobre o caso para que aqueles que ordenaram e conduziram a morte sejam trazidos à justiça.
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