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Correio da Manhã

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Polícia e independentistas em confrontos às portas do Parlamento catalão

Milhares de manifestantes saíram às ruas no aniversário do referendo pela independência.
1 de Outubro de 2018 às 21:07
Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
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Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
Manifestações na Catalunha
Os protestos na Catalunha subiram de tom esta segunda-feira, no primeiro aniversário do referendo que decidia a independência da Catalunha.

Os manifestantes bloquearam linhas de comboio, marcharam pelas ruas e esta noite provocaram momentos de grande tensão junto ao parlamento da Catalunha.

No final do desfile, os manifestantes cercaram o parlamento catalão e entraram em confronto com os Mossos (polícia local), que tentavam a todo o custo evitar que o cordão policial fosse quebrado. Ao mesmo tempo que lançaram ovos contra as autoridades, os manifestantes queimaram bandeiras espanholas.

Registaram-se ainda algumas cargas policiais em outras zonas da cidade, assim como em Girona.




Os ativistas independentistas começaram as manifestações logo pela manhã, bloqueando auto-estradas, linhas de caminho-de-ferro e várias artérias de Barcelona, enquanto exigiam a criação de uma República independente e a libertação do que chamam "presos políticos".

No passado dia 11 de Setembro, um milhão de pessoas, segundo a polícia municipal, participaram numa manifestação nas avenidas do centro de Barcelona por ocasião de "A Diada", o Dia da Catalunha. Ocorrem também dois dias depois de confrontos entre polícias e independentistas terem feito 24 feridos e dois detidos.

O governo regional liderado por Carles Puigdemont, apoiado desde 2015 por uma maioria parlamentar de partidos separatistas, organizou e realizou um referendo em 1 de Outubro de 2017, que foi considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol.

O processo de independência foi interrompido em 27 de Outubro de 2017, quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma. As eleições regionais, que se realizaram em 21 de Dezembro último, voltaram a ser ganhas pelos partidos separatistas.

Nove dirigentes independentistas estão presos à espera de julgamento por delitos de rebelião, sedição e/ou peculato pelo seu envolvimento na tentativa separatista falhada.

Os independentistas consideram que os detidos em prisões espanholas pelo seu envolvimento na tentativa de autodeterminação são "presos políticos".

O principal líder independentista, o ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont vive exilado na Bélgica, depois de a Justiça espanhola não ter conseguido a sua extradição da Alemanha, para ser julgado por crime de rebelião.







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