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Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA

Presidente Trump chegou a ser levado para o bunker da residência oficial na sexta-feira à noite.
Ricardo Ramos 2 de Junho de 2020 às 01:30
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Protestos pela morte de George Floyd cercam Casa Branca nos EUA
Os protestos violentos contra a morte de George Floyd não dão sinais de abrandar nos Estados Unidos, com a Casa Branca a tornar-se nos últimos dias num dos principais alvos dos manifestantes, ao ponto de o presidente, Donald Trump, ter de ser levado para o bunker da residência oficial por receios com a sua segurança.


Mais de 50 agentes dos serviços secretos, encarregados de proteger o presidente, ficaram até agora feridos nos confrontos com os manifestantes, que por várias vezes tentaram aproximar-se da vedação da Casa Branca.

Na sexta-feira à noite, os serviços secretos tomaram a decisão inédita de levar o presidente para o bunker durante cerca de uma hora, temendo que os manifestantes conseguissem furar a barreira policial e entrar na residência, segundo relatou ontem o ‘The New York Times’.

Já este domingo, os confrontos junto à Casa Branca voltaram a ser extremamente violentos, com os manifestantes a atearem vários incêndios nas imediações, a atirarem pedras à polícia e a saquearem lojas em vários pontos da capital americana. No domingo foi decretado o recolher obrigatório entre as 23h e as 06h, mas nem isso ajudou a travar a violência.

Na última madrugada, uma pessoa foi morta a tiro em Louisville, Kentucky, quando a polícia abriu fogo sobre um grupo de manifestantes após ter sido alvejada.

Os manifestantes protestam contra a morte de George Floyd, um afro-americano de 42 anos morto por um polícia branco em Minneapolis, na passada segunda-feira.

O agente responsável, Derek Chauvin, já foi detido e acusado de homicídio, mas nem isso acalmou a fúria dos manifestantes, que têm semeado o caos em dezenas de cidades por todo o território dos EUA, numa explosão de violência já comparada aos tumultos raciais que se seguiram ao assassinato do ativista dos direitos cívicos Martin Luther King Jr., em 1968.

Foi decretado o recolher obrigatório em dezenas de cidades e a Guarda Nacional foi mobilizada em 23 estados e na capital. Mais de 1700 pessoas foram detidas até agora.

Pormenores
Trump pressiona estados
Donald Trump pressionou ontem os governadores dos estados mais afetados pela violência a usarem mão dura para travar os protestos. "Têm de ser dominantes. Se não dominarem isto, os manifestantes vão passar-vos por cima e vocês vão parecer um bando de idiotas", afirmou o presidente.

Filha de mayor detida
A filha do mayor de Nova Iorque Bill de Blasio, Chiara, de 25 anos, foi detida quando participava nos protestos contra a morte de George Floyd, no sábado. Já foi libertada.

Biden promete mudanças
O candidato democrata Joe Biden reuniu-se com líderes da comunidade afro-americana e prometeu criar um órgão de supervisão da polícia nos primeiros cem dias do seu mandato, se for eleito presidente.

Protesto em Amesterdão
Milhares de pessoas manifestaram-se ontem contra a morte de George Floyd em Amesterdão, gritando "não consigo respirar".

82ª divisão Aerotransportada está de prevenção
A 82.ª Divisão Aerotransportada do Exército, sediada em Fort Bragg, Carolina do Norte, foi colocada de prevenção para o caso de ter de intervir nalguma cidade.

A última vez que foi mobilizada para intervir em território americano foi para travar os saques que se seguiram ao furacão ‘Katrina’, em 2005. Antes tinha ajudado a combater os motins raciais de Los Angeles, em 1992. 

Condutor espancado após investir com camião sobre milhares de manifestantes
Um condutor de um camião-cisterna investiu no domingo a grande velocidade sobre milhares de manifestantes que ocupavam uma autoestrada em Minneapolis, não atingindo ninguém por milagre.

O veículo acabou por se imobilizar e o condutor foi arrancado da cabine e espancado pelos manifestantes em fúria.

O incidente só não acabou da pior forma para o condutor devido à chegada rápida da polícia, que conseguiu evitar que o homem fosse linchado pela multidão.
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