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Correio da Manhã

Mundo

‘Provas’ de fraude eleitoral nos EUA são pouco credíveis

Dossiê de 234 páginas compilado pela campanha de Trump está recheado de alegações infundadas.
Ricardo Ramos 13 de Novembro de 2020 às 08:45
Donald Trump
Donald Trump FOTO: Reuters
O dossiê de 234 páginas compilado pela campanha de Trump com testemunhos e denúncias de alegada fraude eleitoral está recheado de acusações infundadas e alegações bizarras que dificilmente serão aceites em tribunal.

Apresentado pela secretária de Imprensa da Casa Branca como uma das armas que a campanha de Trump vai usar para contestar os resultados eleitorais em vários estados, o dossiê inclui dezenas de relatos juramentados de testemunhas e observadores republicanos a denunciar irregularidades a que, alegadamente, assistiram na contagem dos votos. No entanto, por entre denúncias de votos em nome de pessoas mortas ou vários boletins com a mesma assinatura, surgem relatos bizarros. Uma das testemunhas diz, por exemplo, ter “achado estranho” o facto de tantos militares terem votado em Joe Biden.

“Pensava que os militares eram conservadores”, diz no seu depoimento. Outro alega que muitos dos observadores independentes que estavam na sala “eram liberais ou radicais de esquerda”. “Pude constatá-lo ao conversar com eles e ver que apoiavam a Zona Autónoma de Seattle, eram condescendentes com a onda de crime ou gostariam de viver em Brooklyn”, afirma. Outros, ainda, alegam que os funcionários das mesas de voto “tinham camisolas do movimento Black Lives Matter”.

Mensagens de líderes mundiais bloqueadas
O Departamento de Estado recusou entregar a Joe Biden dezenas de mensagens de felicitações enviadas por líderes mundiais, diz a CNN. A decisão está relacionada com a recusa da Administração Trump em reconhecer Biden como presidente-eleito e iniciar o processo de transição.

Ron Klain vai ser o braço-direito de Biden
Joe Biden anunciou esta quinta-feira que o seu conselheiro de longa data Ron Klain será o chefe de Gabinete da Casa Branca, naquela que é a primeira nomeação para a sua futura equipa. Klain, de 59 anos, já tinha sido chefe de gabinete de Biden quando era vice-presidente, e liderou a resposta da Administração Obama à epidemia de ébola em 2014, pelo que é visto como uma figura essencial na estratégia do novo presidente contra a pandemia.

PORMENORES
Sanders “aceitaria” cargo
Um dos nomes mais falados para integrar a próxima Administração é o do senador Bernie Sanders, derrotado por Joe Biden nas Primárias democratas. Questionado pelos jornalistas, Sanders disse que aceitaria ser secretário do Trabalho se fosse convidado por Biden.

“Trump está a fazer teatro”
Fonte da Casa Branca disse à NBC News que Trump “sabe que perdeu”, mas está a “fazer teatro” para não defraudar os seus apoiantes. “Ele acha que eles merecem que ele lute até ao fim”, disse a fonte.
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