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Rainhas do crime: As mulheres por detrás dos maiores criminosos do mundo

De Pablo Escobar a El Chapo. Conheça as esposas que defendem alguns dos homens mais perigosos de sempre.
Correio da Manhã 25 de Fevereiro de 2021 às 20:14
Maria Victoria Henao e Escobar
Gipsy (Cigana), mulher de Billy Hill
Maria Licciardi, a 'madrinha'
Roberta Jones
Reggie Kray e Frances Shea
Mae Coughlin, mulher de Al Capone
Maria Victoria Henao e Escobar
Gipsy (Cigana), mulher de Billy Hill
Maria Licciardi, a 'madrinha'
Roberta Jones
Reggie Kray e Frances Shea
Mae Coughlin, mulher de Al Capone
Maria Victoria Henao e Escobar
Gipsy (Cigana), mulher de Billy Hill
Maria Licciardi, a 'madrinha'
Roberta Jones
Reggie Kray e Frances Shea
Mae Coughlin, mulher de Al Capone
Há uma velha máxima conhecida por todos: "Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher". O mesmo acontece no caso dos criminosos. Alguns dos homens mais perigosos do mundo têm em comum um factor: Esposas leais e dedicadas à defesa dos maridos, mesmo que sobre eles recaiam acusações graves. 

Na última semana as autoridades detiveram Emma Coronel Aispuro, a esposa do narcotraficante El Chapo. Sobre ela recaiem suspeitas de conspirar com o marido, de o ajudar no negócio da droga e de o ter ajudado a escapar da cadeia em 2017. 

Emma casou com o traficante quando tinha apenas 17 anos e permaneceu a seu lado de forma leal, mesmo após a sentença de prisão perpétua do marido em 2019. A também rainha de beleza é apenas uma das mulheres do crime, que se escondem nos meandros questionáveis dos maridos. 

Conheça as 'rainhas do crime', que defendem alguns dos homens mais perigosos do mundo
A mulher de Al Capone: Leal até à sua morte

Mae Coughlin casou com o conhecido 'Scarface', o Al Capone de Chicago, em 1918 mesmo apesar do criminoso estar envolvido em prostituição, apostas e homicídios. 

Al Capone foi um dos criminosos mais conhecidos dos EUA nos anos 20. Era líder de uma rede de crime organizado que passava por pontos de aposta, bordéis, clubes noturnos, casinos, cervejarias e, principalmente, destilarias. Uma das principais fontes de fortuna do mafioso era a Lei Seca, que o possibilitava lucrar com a venda de bebidas clandestinas.

Quando Capone foi preso em 1931, Mae viajou quase quatro mil de sua casa na Florida para Alcatraz para o ver.

Após ser libertado da prisão, a sofrer de sífilis em estágio avançado em 1940, Mae cuidou dele em casa até que este morreu em 1947.

As mulheres dos irmãos Kray
Os gémeos Ronald e Reggie Kray são famosos gangsters de crime organizado dos anos 50 e 60. Juntos lideraram "A Firma" que envolvia homicídios, assaltos à mão armada e agressões violentas. 

Como proprietários de casas noturnas West End, eles conheceram políticos e artistas proeminentes como Diana Dors, Frank Sinatra e Judy Garland. Na década de 1960, eles tornaram-se celebridades, sendo fotografados por David Bailey e entrevistados na televisão.

Foram presos a 8 de maio de 1968 e condenados em 1969. Ambos foram condenados à prisão perpétua. Ronnie permaneceu no Hospital Broadmoor até à sua morte a 17 de março de 1995; Reggie foi libertado da prisão por compaixão, em agosto de 2000, oito semanas e meia antes de morrer com cancro.

Reggir casou-se com Frances Shea em 1965, no entanto a relação nunca foi feliz. Durante a lua de mel em Atenas, Reggie embebedou-se, deixando Frances sozinha no hotel. Dois anos depois, Frances suicidou-se.

Em 1997, enquanto estava na prisão, casou com a escritora Roberta Jones, que se encontrava a fazer um filme sobre Ronnie, o irmão de Reggie que tinha morrido em 1995.

Já Ronnie casou em 1989 com Kate Howard. Atualmente Kate escreve livros sobre os gémeos do crime e outros criminosos e assina com o nome que adquiriu do marido, Kate Kray.

A mulher de Escobar: Casada aos 15 anos com um narcotraficante
Maria Victoria Henao casou com Pablo Escobar em 1967, tinha apenas 15 anos. Na atura, o narcotraficante já era dono do negócio da droga e tinha 26 anos. 

O casal fugiu depois de a família de Maria rejeitar a relação entre ambos. 

Durante o casamento de 17 anos, que terminou com o marido sendo baleado na cabeça, Maria ignorou os inúmeros casos amorosos do marido, que se tornou o mais temido narcotraficante do mundo, e o assassinato de uma das suas amantes.

Maria vivia assombrada com o medo de ser assassinada por um dos inimigos do marido. Após a morte de Escobar fugiu para a Argentina, onde foi condenada por branqueamento de capitais e condenada a 18 meses de cadeia.

Em 2020, a viúva de Escobar publicou um livro onde conta tudo, Sra. Escobar: A minha com Pablo.

A madrinha: Assumiu os negócios de um dos chefes da máfia de Nápoles
Maria Licciardi era casada com Antonio Techemie, um dos chefes da máfia de Nápoles, a Camorra. A Camorra é uma organização criminosa italiana, aliada a Máfia Siciliana. Surgiu na região de Mezzogiorno, mais precisamente na cidade de Nápoles, e atualmente está presente em vários países. 

Segundo a revista Fortune, a Camorra é o terceiro maior grupo de crime organizado do mundo e lucra milhões. 

Quando Antonio foi preso em 1993, Maria Licciardi assumiu o comando do clã que estava envolvido em negócios de tráfico de droga e prostituição.

Vista de igual para igual pelos outros chefes da Camorra, tornou-se uma criminosa temida e é conhecida como a "Madrinha".

Em 2001, Maria passou dois anos em fuga às autoridades tendo sido incluída na lista dos criminosos mais procurados da Itália pela polícia.

Depois de cumprir uma sentença de oito anos de prisão, ela geriu o clã criminoso desde a cadeia e, embora agora seja considerada uma mulher livre, acredita-se que tenha proteção da máfia.

A rainha de soho com um temperamento difícil
Billy Hill, conhecido como 'o rei de Soho', foi um mentor para os gémeos Kray durante os anos 1950 e gostava de esculpir um 'V' de vitória no rosto das suas vítimas. Ao seu lado estava a sua rainha, conhecida como Cigana.

Cigana atraiu a atenção de Billy ao atacar três mulheres com os seus saltos altos à frente do criminoso. Fê-lo após ver as vítimas a gozar com um deficiente na rua.

Billy planeou o roubo da Eastcastle Street em 1952, tendo roubado roubando quase 250 mil libras (aproximadamente 287 mil euros) de uma agência dos correios. Cigana foi a motorista da fuga.

A mulher esteve também presa por ter partido uma lâmpada no rosto de um homem que gozava com o seu casaco de pele.

Após a reforma do crime de Billy, o casal fugiu para Marrocos, onde tiveram um chimpanzé como animal de estimação.
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