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Reconfinamento nacional é ainda uma medida em minoria na Europa

França anunciou um novo confinamento à escala nacional para tentar travar a propagação do novo coronavírus, juntando-se assim à Irlanda e ao País de Gales
Lusa 28 de Outubro de 2020 às 23:03
Covid-19, França
Covid-19, França FOTO: Getty Images
A França anunciou esta quarta-feira um novo confinamento à escala nacional para tentar travar a propagação do novo coronavírus, juntando-se assim à Irlanda e ao País de Gales, os únicos na Europa que avançaram, até à data, com esta medida.

Segundo o Presidente francês, Emmanuel Macron, que falava num discurso transmitido pela televisão, é necessária uma "travagem brutal nos contágios" para evitar o colapso dos hospitais.

O novo confinamento, que vigorará pelo menos até 01 de dezembro, começará sexta-feira, mas as escolas permanecerão, para já, abertas.

As novas medidas em França preveem o encerramento de bares e restaurantes durante o período do novo confinamento.

Na Europa, apenas o País de Gales (Reino Unido) e a Irlanda voltaram a confinar toda a sua população antes do anúncio desta quarta-feira do Presidente francês, Emmanuel Macron.

Para tentar lidar com uma segunda vaga da doença covid-19 (provocada pelo novo coronavírus SARS-Cov-2), os quase cinco milhões de irlandeses foram os primeiros na Europa a entrar neste novo período de confinamento na passada quinta-feira.

A medida foi decretada para um período de seis semanas.

Já os cerca de três milhões de galeses entraram em confinamento no dia seguinte (na sexta-feira passada) e terão de permanecer em casa o mais tempo possível durante cerca de duas semanas, ou seja, até 09 de novembro.

No entanto, ao contrário do confinamento decretado na primavera passada, as escolas permanecem abertas.

Numa escala mais pequena, cerca de 150 mil habitantes de três municípios do norte de Portugal (Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira) também entraram na passada sexta-feira num "semi" confinamento.

Na Alemanha, as autoridades decretaram hoje o encerramento parcial, a partir de segunda-feira e durante quatro semanas, de restaurantes, bares, teatros, instalações desportivas, culturais e de lazer, mas sem avançarem para um reconfinamento da população.

Os cidadãos são convidados a evitar deslocações desnecessárias.

As escolas vão permanecer abertas, assim como todas as lojas, mas com regras mais rígidas.

Fora da Europa, e nos últimos meses, novos períodos de confinamento já foram decretados em países como Israel e Líbano, em cidades como Auckland (Nova Zelândia) e Melbourne (Austrália), ou em grandes zonas nas Filipinas.

Se o reconfinamento total da população é ainda uma opção minoritária na Europa, as medidas de recolher obrigatório estão a aumentar.

Antes de voltar a confinar, a França impôs esta medida em 17 de outubro, das 21h00 às 6h00 da manhã, nas cidades do país mais afetadas pelo novo coronavírus. Uma semana depois, a medida seria alargada a dois terços da população francesa.

Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Eslovénia, Eslováquia e República Checa também decretaram recolheres noturnos nacionais, enquanto em Itália e na Grécia a medida abrange só grandes cidades ou regiões específicas.

Esta medida é frequentemente apresentada como um último recurso para evitar um novo confinamento total da população.

É geralmente acompanhada de outras medidas de restrição que são aplicadas durante o período diurno, como, por exemplo, a obrigação de usar máscara de proteção individual, o encerramento de bares e de locais culturais e a imposição de limites para ajuntamentos de pessoas.

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