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Regina Duarte quer conversa "olhos nos olhos" com Bolsonaro antes de decidir se aceita pasta da cultura

Atriz foi convidada, por telefone, para ser a nova Secretária Nacional da Cultura.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 19 de Janeiro de 2020 às 08:28
Regina Duarte
Regina Duarte
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Regina Duarte
Regina Duarte

A atriz Regina Duarte, famosa principalmente pelos papéis vividos em inúmeras novelas da TV Globo, fez saber à assessoria de Jair Bolsonaro que só decidirá se aceita ou não o convite para entrar no Governo depois de ter uma conversa pessoal com o presidente brasileiro.

Regina foi convidada esta sexta-feira por Bolsonaro, por telefone, para ser a nova secretária Nacional da Cultura, depois de o agora ex-titular da pasta, Roberto Alvim, ter sido demitido pelo presidente por ter feito um discurso baseado num texto de Joseph Goebbels, braço direito e ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha nazi.

Ao receber o convite, a atriz pediu um prazo e foi-lhe dado até esta segunda-feira para tomar a decisão. Mas Regina, que segundo pessoas próximas está dividida entre aceitar e rejeitar a proposta de entrar para o Governo, avalia agora que só pode tomar a decisão depois de conversar pessoalmente com o chefe de Estado.

A vários amigos, a atriz afirmou este sábado que precisa de falar com Bolsonaro "olhos nos olhos". E, principalmente, saber pelo presidente quais são os planos reais para a área e qual a autonomia que ela terá para comandar a pasta e para implementar as mudanças que considerar necessárias na área.

Ao longo de 2019, primeiro ano de mandato, Jair Bolsonaro, que tirou à Cultura o estatudo de ministério e a transformou em secretaria, demonstrou aversão à área cultural, avaliando que é totalmente dominada por pessoas de esquerda, e adotou medidas fortemente criticadas para "limpar" essa suposta influência, nomeando radicais de extrema-direita e fanáticos religiosos para postos-chave e acabando ou reduzindo drasticamente patrocínios e financiamentos governamentais.

Além disso, Bolsonaro é também conhecido pelo seu temperamento intempestivo e pela forma rude com que trata os ministros e outros auxiliares, que desmente ou desautoriza publicamente sem qualquer hesitação.
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