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Rei de Espanha reconhece posição de António Costa sobre discurso de ministro holandês

Wopke Hoekstra sugeriu investigação aos países que afirmam não ter margem para lidar com os efeitos da crise provocada pelo coronavírus.
Lusa 4 de Abril de 2020 às 16:56
Rei Felipe VI de Espanha
Rei Felipe VI de Espanha FOTO: EPA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, informou este sábado que falou com o rei de Espanha e que Felipe VI lhe transmitiu "o reconhecimento pela posição tomada pelo primeiro-ministro português", António Costa, na União Europeia.

No dia 26 de março, após uma reunião por videoconferência do Conselho Europeu, António Costa considerou "repugnante" o discurso do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, que sugeriu que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pela pandemia da covid-19.

No dia seguinte, o Presidente da República declarou-se "solidário" com a indignação manifestada pelo primeiro-ministro português, embora referindo que não tinha acompanhado o que se passou.

De acordo com uma nota este sábado divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa "falou esta manhã longamente ao telefone com o rei Felipe VI de Espanha, tendo abordado a situação atual nos dois países face à pandemia do Covid-19 e as perspetivas de evolução, nomeadamente também da situação económica e social".

"O rei de Espanha sublinhou o reconhecimento pela posição tomada pelo primeiro-ministro português e ambos os chefes de Estado referiram a importância fundamental da solidariedade no seio da União Europeia", lê-se na mesma nota.

Por sua vez, "o Presidente da República elogiou o papel que o rei Felipe VI tem tido na coesão e na confiança dos espanhóis no futuro", e ambos os chefes de Estado "referiram a colaboração estreita entre os dois países ibéricos".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

Em Portugal, registaram-se 266 mortes e 10.524 infeções confirmadas, segundo o balanço feito este sábado pela Direção-Geral da Saúde.

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