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Correio da Manhã

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Reino Unido e Rússia vão combinar vacinas contra a Covid-19

Estudo vai avaliar se misturar vacinas da AstraZeneca/Oxford com a vacina russa Sputnik-V concede maior proteção contra o vírus.
Ricardo Ramos 12 de Dezembro de 2020 às 09:55
Vacina contra a Covid-19
Vacina contra a Covid-19 FOTO: OXFORD UNIVERSITY / JOHN CAIRNS / HANDOUT/epa
Um estudo inédito vai avaliar se o uso combinado da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford e da vacina russa Sputnik-V concede maior proteção contra o novo coronavírus. Os ensaios clínicos deverão arrancar ainda este mês.

A experiência foi anunciada pelo fundo russo RDIF, que financiou o desenvolvimento da Sputnik-V, e foi posteriormente confirmada pela AstraZeneca.

Ambas as vacinas usam uma versão modificada do adenovírus, o vírus responsável pelo comum resfriado, como veículos, ou vetores, para transportar informações genéticas que induzem a produção de anticorpos pelo organismo. O problema é que o sistema imunitário pode aprender a reconhecer e atacar o vetor, reduzindo a eficácia da vacina. Isso pode explicar, por exemplo, porque é que a vacina da AstraZeneca funcionou melhor nos pacientes que receberam primeiro meia dose da vacina.

Radar Covid
Genes identificados
Cientistas britânicos identificaram cinco genes que estão ligados aos casos mais graves de Covid-19, o que poderá ajudar a desenvolver medicamentos mais eficazes para combater a doença.

Mil milhões de vacinas
A iniciativa COVAX liderada pelas Nações Unidas já conseguiu garantir a aquisição de mil milhões de doses de vacinas para distribuir pelos países pobres.

Brasil com 58 reinfeções
As autoridades sanitárias brasileiras estão a estudar um total de 58 casos de reinfeção pelo novo coronavírus no país. O primeiro caso identificado foi o de uma profissional de saúde do Natal, que foi infetada em junho e voltou a dar positivo em outubro, 116 dias depois.

Aprovação por dias
O regulador americano do medicamento deverá autorizar o uso de emergência da vacina da Pfizer "nos próximos dias".

Vacina australiana dá falsos positivos ao VIH
O governo australiano cancelou a vacina que estava a ser desenvolvida em conjunto pela Universidade de Queensland e pela empresa de biotecnologia CSL porque os anticorpos produzidos causavam falsos positivos ao VIH, o vírus que provoca a SIDA. A vacina estava na fase inicial dos testes clínicos.

Vacina da Sanofi/GSK só no final de 2021
Os ensaios clínicos da vacina experimental contra a Covid-19 que está a ser desenvolvida em conjunto pela Sanofi e pela GlaxoSmithKline mostraram uma "resposta imunitária insuficiente" em pessoas mais velhas, forçando as duas farmacêuticas a adiar o seu lançamento para o final do próximo ano.

OMS pede calma após reação alérgica
A OMS apelou ontem à calma depois de algumas pessoas que receberam a vacina da Pfizer terem sofrido fortes reações alérgicas. "É preciso não ficar ansioso. Há muitas vacinas em desenvolvimento. Se uma não for adequada para certas pessoas, haverá outra que serve", afirmou a porta-voz, Margaret Harris.
Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
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