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Republicanos vão opor-se a resultados das presidenciais nos EUA

Ted Cruz lidera grupo de dez senadores que vai contestar vitória de Biden na sessão especial do Congresso destinada a certificar os resultados das presidenciais de novembro.
Ricardo Ramos 4 de Janeiro de 2021 às 08:24
Ted Cruz exige que o Congresso nomeie uma comissão para investigar no prazo de 10 dias as alegações de fraude feitas por Trump e pelos seus aliados
Ted Cruz exige que o Congresso nomeie uma comissão para investigar no prazo de 10 dias as alegações de fraude feitas por Trump e pelos seus aliados FOTO: ELIJAH NOUVELAGE/reuters
Um grupo de dez senadores republicanos liderado pelo ex-candidato presidencial Ted Cruz anunciou que vai levantar objeções à certificação da vitória de Joe Biden pelo Congresso, na quarta-feira, naquela que será a derradeira manobra desesperada de Trump e dos seus aliados para tentar inverter os resultados das presidenciais de novembro.

A sessão especial conjunta das duas câmaras do Congresso para certificar os votos do Colégio Eleitoral é normalmente uma mera formalidade, mas este ano os aliados de Trump prometem torná-la num derradeiro palco para fazerem eco das suas alegações injustificadas de fraude eleitoral. O esforço está votado ao fracasso, já que uma eventual alteração dos resultados teria de ser aprovada pelas duas câmaras do Congresso e, além de os democratas terem maioria na Câmara dos Representantes, vários republicanos, incluindo o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, já rejeitaram a medida como antidemocrática.

Não obstante, Ted Cruz assegurou sábado à noite que o seu grupo pretende objetar contra a certificação da vitória de Biden nos estados onde Trump alega que houve fraude, forçando desta forma um debate de duas horas que servirá apenas para agravar ainda mais as divisões políticas. Cruz anunciou ainda que vai exigir a criação de uma comissão do Congresso para analisar no prazo de 10 dias todas as alegações de fraude, uma medida que foi saudada pelo vice-presidente Mike Pence, que vai liderar a sessão conjunta do Congresso, e rejeitada pelos democratas. “Esta manobra não altera o facto de que o presidente-eleito Joe Biden irá tomar posse a 20 de janeiro, e que estas alegações infundadas já foram examinadas e rejeitadas pelo procurador-geral, dezenas de tribunais e responsáveis eleitorais de ambos os partidos”, disse o porta-voz de Biden, Michael Gwin.

pormenores
Protesto em Washington
Donald Trump apelou aos seus apoiantes para se manifestarem em Washington na quarta-feira, durante a sessão conjunta do Congresso para certificar os resultados eleitorais. Membros da milícia supremacista Proud Boys confirmaram presença e a polícia teme confrontos.

Vandalismo
Desconhecidos vandalizaram as casas da presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e do líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, com frases a exigir o pagamento das ajudas de 2 mil dólares por causa da pandemia.
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