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Retoma da aviação deixa tripulantes preocupados com a segurança no trabalho

No ano de 2020 apenas 43% de pilotos se encontravam a voar. Este ano já se encontram 62%.
Reuters 26 de Janeiro de 2022 às 17:04
Aeroporto
Aeroporto FOTO: Getty Images

Um estudo feito que contou com mais de 1700 pilotos, realizado pela empresa GOOSE (Recrutamento e indústria da FlightGlobal) -, divulgado esta quarta-feira, revelou que 62% dos pilotos a nível mundial estavam empregados e a voar, ao contrário dos 43% que se registaram no ano anterior.

O número de pilotos desempregados caiu de 30% para 20%, enquanto 6% estavam de baixa, em comparação com 17% anteriormente, quando o tráfego aéreo começou a recuperar em meados de 2020.

Na região Ásia-Pacífico, a região mais atingida a nível mundial por uma queda nas viagens internacionais devido a duras restrições das fronteiras, o número de desempregados aumentou de 23% para 25%. A região também teve o número mais baixo de pessoas empregadas a voar com 53%.

"Temos visto alguns expatriados regressarem a casa devido a preocupações com a quarentena ou por estarem presos por largos períodos  de tempo longe dos amigos e da família", pode ler-se no relatório do inquérito.

A Cathay Pacific Airways de Hong Kong, um grande empregador de pessoas de fora da Ásia, perdeu centenas de pilotos através do encerramento do seu braço regional Cathay Dragon, bem como quase todas as suas bases ultramarinas durante a pandemia.

O desgaste dos pilotos da Cathay também tem vindo a aumentar no meio de regras rigorosas de layover que obrigam os membros da tripulação a ficar em quarentena nos hotéis quando não estão a voar.

Dos pilotos que ainda voam a nível mundial, 61% disseram no  inquérito que estavam preocupados com a segurança do seu trabalho.

"Parece que apenas a América do Norte está de volta ao número de passageiros pós-COVID", disse um piloto à Reuters, que voa habituaçlmente no Médio Oriente e em África. "O resto do mundo, especialmente as nações em desenvolvimento, ainda estão a lutar para obter vacinas, e ainda não estão a viajar".

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