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"Risco do barco se partir existe": Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas

Embarcação está a ficar com grandes fendas e o governo declarou emergência ambiental.
Correio da Manhã 10 de Agosto de 2020 às 11:34
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
Navio encalhado nas Maurícias derrama combustível e ameaça espécies protegidas
O navio japonês MV Wakashio que encalhou a 25 de Julho nas ilhas Maurícias está com grades fendas e a possibilidade de derramar uma grande quantidade de combustível, num parque marinho protegido que tem recifes de coral e espécies em vias de extinção, está cada vez mais proxima. O governo declarou emergência ambiental.

Na última semana o navio que transportava quatro mil toneladas de combustível ficou com uma bomba partida e começou a inundar o oceano. O primeiro-ministro Pravind Jugnauth disse que as equipas de socorro têm conseguido controlar o derrame mas estão a preparar-se para o pior porque "o risco do barco se partir a meio existe", avançou.

O Wakashio atingiu um recife em Pointe d'Esny, uma zona constituída por praias paradisíacas, recifes coloridos, um enorme conjunto de animais raros e pântanos exclusivos.

No domingo, cerca de uma tonelada de combustível já tinha contaminado a água, segundo o DailyMail. Milhares de voluntários ignoraram as ordens do governo para não intervir e juntaram-se para criar mecanismos para conter que mais petróleo contaminasse as praias paradisíacas.

Também já vários países criaram equipas de especialistas e enviaram navios militares para as Maurícias para impedir uma catástrofe mundial.

Especialistas dizem que os danos nos habitats marinhos, nas praias e no ecossistema costeiro são irreparáveis e alguns acusam o governo por ter demorado a responder à situação. E ainda os ecologistas alertam para um golpe fatal para a costa das Maurícias caso a embarcação parta ainda mais e os danos sejam maiores.

As ilhas Maurícias, com cerca de 1,3 milhão de habitantes, dependem do mar e do ecoturismo, estando o sucesso das ilhas muito ligado à história e conservação da natureza e das espécies típicas do local.
Maurícias MV Wakashio ambiente recursos naturais oceanos
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