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Correio da Manhã

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Ruas de Hong Kong de novo a ferro e fogo

Gás lacrimogéneo lançado contra milhares de manifestantes pró-democracia.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 25 de Maio de 2020 às 08:29
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
Imagens de violência voltaram às ruas de Hong Kong
A polícia lançou gás lacrimogéneo e utilizou canhões de água para dispersar milhares de manifestantes pró-democracia que este domingo voltaram a concentrar-se nas ruas de Hong Kong , em protesto contra o plano da China para impor a chamada lei de segurança nacional no território. Vestidos de preto, os manifestantes gritaram "libertem Hong Kong" ou "a independência de Hong Kong é a única saída".

A manifestação ocorreu numa altura em que a proposta provocou agitação nos mercados financeiros, obrigando o governo a tentar tranquilizar os investidores. Enquanto os ativistas pró-democracia voltam a apelar à população para sair à rua, a chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, prometeu, na sexta-feira, cooperação com Pequim, dizendo que o governo "completaria a legislação o mais rápido possível". Em conferência de imprensa, acrescentou que a lei não afetaria a estrutura ou a autonomia do território, garantindo a liberdade de protesto e de expressão.

A China defende um diploma que proíbe "toda a atividade separatista e subversiva", assim como a interferência estrangeira no território. O projeto de resolução, votado no parlamento chinês na próxima quinta feira, já foi criticado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo. Também o último governador britânico de Hong Kong veio, entretanto, acusar a China de trair o território, reforçando o controlo sobre a cidade. Chris Patten, em entrevista ao jornal ‘The Times’, defende que estamos a assistir a uma nova ditadura chinesa.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu no parlamento chinês a aplicação, urgente, da medida. "É imperativo que a lei de segurança nacional de Hong Kong e o seu mecanismo de implementação sejam aplicados sem qualquer demora", reforçou durante uma entrevista coletiva.

PORMENORES
"Um sério revés"
A lei de segurança nacional foi apresentada sexta-feira no parlamento de Pequim. Para o movimento pró-democracia trata-se de um "sério revés para as liberdades da região". O documento surge após advertências do poder comunista chinês contra a dissidência em Hong Kong.

Autonomia e liberdade
Hong Kong regressou à China em 1997 sob um acordo que garanta ao território 50 anos de autonomia e liberdades que são desconhecidas no resto do país. O anúncio de Pequim pode reacender a ‘chama dos protestos’ depois de meses de calma.
Hong Kong Pequim China política liberdade de imprensa liberdade religiosa
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