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São Paulo volta à fase mais restritiva da quarentena devido à Covid-19

Na fase vermelha, só atividades essenciais podem funcionar, como hospitais, farmácias, supermercados, padarias e postos de combustíveis.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 3 de Março de 2021 às 20:25
Coronavírus, população, Brasil, São Paulo
Coronavírus, população, Brasil, São Paulo FOTO: Reuters

O estado brasileiro de São Paulo, que tem 45 milhões de habitantes, vai voltar no próximo sábado, 06 de Março, à fase vermelha, a mais restritiva da quarentena contra a Covid-19. O anúncio foi feito esta quarta-feira, dia 3, pelo governador do estado, João Dória, e durará inicialmente por duas semanas.

Na fase vermelha, só atividades essenciais podem funcionar, como hospitais, farmácias, supermercados, padarias e postos de combustíveis, além, claro, dos transportes, das forças de segurança, bombeiros e imprensa. Todo o comércio que não se encaixe na classificação de essencial tem de permanecer fechado dia e noite, como centros comerciais, ginásios, clubes, restaurantes e bares.

A medida, já pedida há semanas por médicos mas rejeitada até agora por João Doria face aos impactos negativos na vida das pessoas e na economia, foi tomada depois de um novo e dramático recorde de mortes provocadas pela Covid-19. Esta terça-feira, 02 de Março, São Paulo registou 468 novas mortes decorrentes da Covid-19 em apenas 24 horas, o maior número desde o início da pandemia do Coronavírus no Brasil, em Fevereiro de 2020.

Além da obrigatoriedade de encerramento de todas as atividades não essenciais, o governo de São Paulo decretou também uma espécie de recolher obrigatório. O recolher, chamado por João Doria de "toque restritivo", orienta as pessoas a ficarem em casa entre as 20 horas de um dia e as 5 horas da manhã do outro, mas não prevê punições a quem desobedecer.

São Paulo já esteve na fase vermelha no primeiro trimestre do ano passado, e chegou a ter 59% de isolamento social, ou seja, mais da metade dos seus 12,5 milhões de habitantes ficou confinada em casa. Mas o cansaço das pessoas em relação ao isolamento, a necessidade de irem trabalhar e a campanha sistemática do presidente Jair Bolsonaro, que é contra qualquer tipo de restrição até porque não reconhece a gravidade da pandemia, fez as pessoas começarem a desrespeitar a ordem e sair de casa.

A partir de Setembro de 2020, com a significativa redução de infeções e de mortes, São Paulo começou a avançar para fases menos restritivas e atualmente as restrições são mínimas e quase tudo está a funcionar.

Mas a chegada ao território paulista de uma variante do Coronavírus descoberta em Janeiro no Amazonas fez os casos de Covid-19 dispararem nas últimas semanas, atingindo-se quase diariamente novos recordes de infecções e de óbitos, e o governo estadual decidiu finalmente decretar a fase mais rigorosa da quarentena, na esperança, para alguns tardia de mais, de evitar o colapso total nos hospitais, que já enfrentam lotação superior a 90%.
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