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Sarah Winter: de feminista anticristã a apoiante de Bolsonaro

Ativista é um símbolo do extremismo político e religioso. Integrou o grupo feminista Femen e participou em protestos na Europa.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Junho de 2020 às 08:40
Sarah Winter é uma fervorosa apoiante do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro
Sarah Winter é uma fervorosa apoiante do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro FOTO: Direitos Reservados
Presa esta semana em Brasília acusada de liderar um grupo armado de apoio a Jair Bolsonaro, a ativista Sara Fernanda Giromini, que se apresenta como Sara Winter, tem uma trajetória marcada pelo radicalismo e confusões. Ela, que hoje é o maior símbolo do extremismo político e religioso que rodeia o presidente brasileiro, já foi feminista, anticristã e até antiBolsonaro.

Sara, nascida em São Carlos, interior de São Paulo, e que amanhã completa 28 anos, ficou conhecida em 2012 ao viajar para a Ucrânia e filiar-se no grupo feminista Femen, pelo qual já nesse ano participou em protestos na Europa. Regressando ao Brasil, acabou expulsa, acusada de ficar com dinheiro de um protesto a que não foi.

Nos anos de 2013 e 2014, dizendo-se anticristã e defendendo o aborto, tentou ser líder do movimento feminista brasileiro, participou nas manifestações que abalaram o Brasil e chegou a exigir no Congresso o impeachment do, nessa altura, deputado Jair Bolsonaro. Ressurge agora como “católica extrema”, militante contra o aborto e disposta a pegar em armas para defender o ex-inimigo, hoje presidente.

Ela é radical até no nome que adotou. Sarah Winter, morta em 1944, foi uma militante da União Britânica de Fascistas acusada de espionagem em favor de Adolf Hitler.

Em maio, Sara ganhou manchetes ao liderar grupo ultra radical de direita, autointitulado ‘300 do Brasil’, que montou acampamento em Brasília e é formado por extremistas que fazem questão de exibir armas e que defendem intervenção militar no Brasil. Até ser expulso do local pela polícia, no sábado, com uso de granadas de gás, o grupo desencadeou atos antidemocráticos, num dos quais usavam túnicas e capuzes semelhantes ao Ku Klux Klan e levavam tochas com as quais ameaçaram incendiar o Supremo Tribunal.

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