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Correio da Manhã

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Seis emigrantes morrem ao entrar em Melilla

Seis emigrantes ilegais morreram e cerca de 30 ficaram feridos na madrugada desta quinta-feira ao tentar entrar em Melilla, durante mais uma tentativa de chegar a solo espanhol. Alguns foram mortos por balas disparadas pela polícia, que defendia a fronteira, e outros morreram pisados pelos seus companheiros.
6 de Outubro de 2005 às 13:29
Seis emigrantes morrem ao entrar em Melilla
Seis emigrantes morrem ao entrar em Melilla FOTO: Reuters
Naquela que foi a quinta tentativa nos últimos sete dias para chegar a Manilla, cerca de milhar e meio de imigrantes ilegais foram travados e impedidos, esta última noite, de atravessar a vala fortificada que serve de fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol de Melilla.
Apesar do reforço da segurança, com o destacamento de forças militares espanholas para a linha de fronteira entre os territórios espanhol e marroquino, os ilegais continuam a tentar a sorte na expectativa de uma vida melhor e a procurar infiltrar-se no enclave de qualquer forma. Desta feita, foram barrados pelas autoridades.
Efectivos policiais e militares de Espanha e Marrocos dotados de material anti-motim conseguiram impedir três novas vagas de imigrantes ilegais para tentarem ultrapassar a vala que serve de fronteira. Apoiados por dois helicópteros, um espanhol e outro marroquino, as forças de ambos os países conseguiram dispersar os grupos que tentaram forçar a entrada em Melilla.
Recorde-se que as tentativas de infiltração em massa no enclave têm-se sucedido, depois de as autoridades espanholas terem informado que a altura da cerca que separa Melilla do território marroquino seria aumentada de três para seis metros, para tentar travar os ilegais antes de conseguirem infiltrar-se no seu território.
Face a estes assaltos em massa contra a sua fronteira, as autoridades espanholas anunciaram ontem um acordo com Rabat para activar um convénio com Marrocos datado de 1992, que permite devolver a este país todos os ilegais que consigam infiltrar-se em Melilla, quer sejam marroquinos ou de outras nacionalidades.
Já esta quinta-feira, a vice-presidente do governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, confirmou que já ocorreram as primeiras devoluções automáticas a Marrocos de imigrantes que conseguiram chegar a território espanhol. Recordando que não é a primeira vez que tal acontece, a governante sublinhou que se tratou de um primeiro passo para reactivar o convénio de 1992.
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