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Correio da Manhã

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Sem beijos, mas sem máscara: como reabriram os famosos bordéis de Amesterdão

Prostitutas seguem regras apertadas para prevenir a transmissão do coronavírus.
Pedro Zagacho Gonçalves 2 de Julho de 2020 às 11:30
Red Light District, em Amesterdão
Red Light District, em Amesterdão FOTO: Getty Images

Depois de um longo período encerrado devido à pandemia do novo coronavírus, reabriu o famoso Red Light District, em Amesterdão, célebre pelos bordéis e clubes de sexo que se multiplicam por todo o quarteirão, com sugestivas luzes vermelhas à porta. O negócio do sexo voltou a ser permitido nos Países Baixos, mas obriga agora as profissionais do sector a adotarem uma série de regras e comportamentos preventivos da infeção por covid-19.

O governo previa a abertura dos bordéis apenas em Setembro, mas acabou por voltar com a palavra atrás e dar ‘luz verde’ às luzes vermelhas agora.

"É muito bom estar de volta ao trabalho. Durante a quarentena, muitos profissionais do sexo ficaram com sérios problemas financeiros e, por isso, estamos muito felizes por poder voltar a trabalhar", relata à AFP Felicia Anna, de 34 anos, prostituta e líder do sindicato local de trabalhadores do sexo, admitindo que há receios que a afluência de clientes não seja a esperada, uma vez que ainda há muitas restrições nos voos de e para os Países Baixos.

"Estou completamente cheia e já não aceito marcações para amanhã", diz Foxxy, outra profissional do sexo, que explica os cuidados impostos pelo governo para a retoma dos bordéis.

"Antes de marcar qualquer sessão tenho que confirmar com o cliente se se sente bem e confirmar que ele, nem ninguém do seu agregado tem sintomas, com um questionário." Depois, no encontro em si há medidas a seguir, como "a desinfeção regular das mãos, a limpeza de lençóis entre cada cliente", adianta Foxxy. "Mas não precisamos de usar máscara, graças a Deus! Por isso a maioria de nós vai evitar estar cara a cara com os clientes".

Depois da saída do cliente, as profissionais do sexo devem desinfetar todas as superfícies em que este possa ter tocado. "Sanita, lavatório, cama, mesas de cabeceira, maçanetas, almofadas, tudo, absolutamente tudo", explica Felicia Anna.

"A higiene sempre fez parte da nossa profissão, já lidámos com doenças bem mais graves que a causada pelo coronavírus", finaliza a prostituta.

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