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Será que todas as máscaras protegem do coronavírus? Especialistas dizem que não

Desespero leva chineses a inventar máscaras improváveis e algumas pouco viáveis.
2 de Fevereiro de 2020 às 12:16
Máscara
Máscaras improvisadas
Máscaras improvisadas
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Máscaras improvisadas
Máscaras improvisadas
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Máscaras improvisadas
Máscaras improvisadas
O novo coronavírus - que teve origem na cidade chinesa de Wuhan e que já matou 304 pessoas - motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar emergência de saúde internacional. O número de casos infetados aumenta a cada dia e ja se espalharam por vários países da Europa. Em Portugal, as duas primeiras suspeitas não se confirmaram mas o alerta é global e o pânico geral.

As autoridades de saúde mundiais têm alertado os cidadãos para a tomada de medidas de modo a evitar a propagação do vírus, cuja velocidade de propagação é ainda desconhecida. A utilização de máscaras é uma delas, principalmente na China, onde já era diária o uso das mesmas, devido aos altos indíces de poluição.

No entanto, a procura excessiva decorrente do coronavírus tem levado a que o stock de máscaras esgote, um pouco por todo o mundo. Esta situação tem levado a que algumas pessoas 'improvisem', utilizando objetos improváveis, tais como sutiãs, sacos de plásticos, recipientes e até folhas de alface e cascas de laranja para tapar as vias respiratórias. Mas será que esta é uma boa ideia?

Pode a máscara proteger do vírus?
De acordo com o Daily Mail, há três tipos de máscara disponíveis no mercado.

As primeiras são as de pano reutilizáveis, que se tornaram num ícone de moda na Ásia, vendidas com as mais diversas cores e padrões.

Há ainda a chamada 'máscara cirúrgica', conhecida por ser utilizado pelos médicos e enfermeiros na mesa de operações. É feita de papel e outras fibras e é leve e fina. Não são reutilizáveis, pelo que se devem deitar fora após a primeira utilização.

Por fim, existem ainda as máscaras mais resistentes, utilizadas pelos profissionais de saúde nos hospitais onde existam surtos ou infeções, e também pelos trabalhadores da construção civil nas obras, para se protegerem da poeira e materiais indesejáveis. 

Mas qual destas três será a melhor solução para nos protegermos do coronavírus? Estudos defendem que a resposta não é estanque, e que pode variar consoante a forma de propagação do vírus, que no caso do vírus mortal chinês, é ainda desconhecida.

Isto porque alguns vírus se propagam através das 'gotículas' de saliva e do muco. Se alguma pessoa infetada tossir ou espirrar, o vírus é impulsionado e não fica a flutuar no ar. Estas 'gotículas' podem ser inaladas diretamente, ou, na maioria das vezes, ficar nas nossas mãos quando tocamos alguma superfície contaminada, que quando em contacto com a boca, o nariz ou os olhos, podem transmitir a infeção.

Já outros tipos de vírus trasnportam-se através do ar e existem em pequenas partículas de humidade, acabando por se propagar mais facilmente. Nestes casos, não há evidências científicas de que as máscaras possam ajudar à proteção, uma vez que as partículas transportadas pelo ar podem penetrar nas entradas da mesma e atingir a boca e o nariz. 

"A eficácia das máscaras cirúrgicas contra infecções transmitidas pelo ar é baixa, porque elas não fornecem uma vedação ao redor do rosto e não têm uma boa filtragem", disse a investigadora Raina MacIntyre, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália.

Máscaras que devem ser evitadas a todo o custo
As máscaras de pano, populares na China, bem como qualquer outra improvisação através de tecido, podem vir a provocar ainda mais danos para a saúde, para além de se revelarem iníuteis ao nível da proteção. Isto porque se não forem lavadas corretamente, podem acumular resíduos ou até particulas infetadas, proliferando a viralização.

Pesquisas realizadas por cientistas australianos revelam que utilizar qualquer que seja o objeto ou material que não seja a máscara tradicional é apenas uma perda de tempo. Contrariamente, aconselham a utilização das máscaras reutilizáveis utilizadas por médicos e enfermeiros. O ajuste apertado e rente ao rosto é essencial para impedir a entrada de partículas infetadas.

Lavar as mãos é a melhor defesa
A OMS aconselha a utilização de luvas descartáves em público e a lavagem regular das mãos com sabão ou desinfetante. Evitar tocar em maçanetas e outras superfícies públicas, bem como afastar-se de pessoas doentes e com tosse e evitar a partilha de toalhas são outras das medidas que devem ser adotadas defensivamente.
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