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Correio da Manhã

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Sérgio Moro nega conluio na Lava Jato

Ex-juiz que condenou Lula defende-se das acusações de manipulação e falta de isenção.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 20 de Junho de 2019 às 09:51
Sérgio Moro
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Juiz Sérgio Moro
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Juiz Sérgio Moro
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Juiz Sérgio Moro
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Num longo depoimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o ex-juiz Sérgio Moro defendeu-se esta quarta-feira da acusação de ter manipulado a operação anticorrupção Lava Jato quando era magistrado, principalmente para conseguir condenar o ex-presidente Lula da Silva. Moro considerou "completamente normais" as conversas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol divulgadas pelo site The Intercept, mas disse não poder confirmar se são verdadeiras.

"Há coisas ali que eu eventualmente posso ter dito. Mas há outras que me causam estranheza. Essas mensagens podem ter sido total ou parcialmente adulteradas", afirmou Moro, que abandonou a magistratura para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, acrescentando: "Não tenho mais essas mensagens no meu telemóvel. Por isso, não posso afirmar se aquilo é autêntico ou não". Moro diz ainda não estar apegado ao cargo. "Se houver irregularidades, eu saio", garantiu.

Nas mensagens que o The Intercept começou a revelar há uma semana, Moro parece orientar Dallagnol, procurador-chefe da Lava Jato, sugerindo ações judiciais, indicando possíveis delatores e exigindo mais indícios contra Lula, que acabou por condenar por corrupção, tirando-o das presidenciais de 2018. Pela lei brasileira, os juízes têm de ser isentos e manter total imparcialidade entre a acusação e a defesa.

Entretanto, em novas mensagens atribuídas pelo The Intercept a Moro e Dallagnol, o então juiz, numa dualidade de critérios, mostra-se contrário ao desejo do procurador de investigar o também ex- -presidente Fernando Henrique Cardoso, igualmente citado por ‘arrependidos’ como beneficiário de dinheiro ilícito. Sempre segundo o The Intercept, Moro alega que Fernando Henrique poderia ficar "melindrado" e que o apoio dele é importante.

Senado chumba decreto que legaliza posse de armas
O Senado do Brasil rejeitou, por 47 votos contra 28, o decreto extraordinário do presidente Jair Bolsonaro que permite a milhões de cidadãos comuns andarem armados, inclusive com armas até agora exclusivas das forças policiais e militares. Armar a população foi a principal promessa de Bolsonaro durante a campanha presidencial, mas sondagens mostram que 70% dos brasileiros são contra a medida.
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