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Abatido soldado que matou pelo menos 30 pessoas em tiroteio na Tailândia

Atirador foi cercado pelas autoridades ao início da tarde no local onde ocorreu o tiroteio.
Correio da Manhã e Maria Vaz 8 de Fevereiro de 2020 às 13:15
Jakrapanth Thomma é apontado como o agressor
Jakrapanth Thomma é apontado como o agressor FOTO: Direitos Reservados / Facebook

Jakrapanth Thomma, o militar que matou pelo menos 30 pessoas este sábado num centro comercial em Nakhon Ratchasima (nordeste da Tailândia), foi abatido ao início da madrugada após ter sido cercado pelas autoridades no interior do recinto comercial.

O ato causou ainda 52 feridos, dos quais 32 estão ainda hospitalizados, oito deles em estado grave, indica o último relatório das autoridades sobre o ocorrido.



Como aconteceu o ataque
O ataque deu-se em vários pontos da cidade e durante o incidente o soldado ia publicando imagens do tiroteio nas suas contas das redes sociais. O militar publicou também uma imagem a segurar uma pistola e uma publicação em que dizia que "a morte é inevitável para todos".

Antes de se dirigir para o centro comercial, onde se barricou, o militar tailandês matou um superior e mais dois soldados dentro de uma base militar. Roubou ainda um veículo da base para se deslocar para o estabelecimento comercial.

Enquanto se dirigia para o local acabou ainda por atirar sobre várias pessoas que se deslocavam na rua. Já no centro comercial, disparou indiscriminadamente com uma metralhadora contra os civis que se encontravam no edifício. Após o incidente, o presumível atirador barricou-se dentro do estabelecimento, fazendo com que a polícia tivesse de criar um perímetro de segurança de dois quilómetros à volta do recinto. Várias pessoas ficaram fechadas e presumivelmente feitas reféns.

Posteriormente, numa operação levada a cabo pelas autoridades locais, foi possível retirar centenas de pessoas do edifício.

O militar foi abatido ao início da madrugada deste domingo.

Tiroteio "sem precedentes"

O primeiro-ministro tailandês, Prayut Chan-O-Cha, afirmou tratar-se de um tiroteio "sem precedentes" no país.

"Não há precedentes na Tailândia e quero que esta isto nunca mais aconteça", declarou, em conferência de imprensa, num hospital de Nakhon Ratchasima, para onde foram levadas as vítimas do ataque.

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