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Stripper obrigado a vender papagaio de estimação por falta de trabalho devido à pandemia

Jason diz lutar financeira e mentalmente contra os efeitos das medidas restritivas provocadas pela Covid-19.
Correio da Manhã 19 de Outubro de 2020 às 08:48
Jason Romero
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É certo e sabido que a pandemia trouxe dificuldades financeiras a muitas indústrias tais como a indústria do turismo, restauração, hotelaria ou cultura. A indústria do sexo não foi exceção. Jason Romero é uma das vítimas da pandemia. 

Jason, cujo nome profissional é Romeo, é stripper, começou o ano a despir-se para dezenas de mulheres e nada fazia prever que iria terminar o ano sem trabalho e forçado a vender o seu animal de estimação. O papagaio-da-amazónia que tinha há seis anos, chamado Blue, teve de ser vendido há cerca de um mês.

O homem afirma que luta contra os efeitos financeiros da pandemia, mas também contra os efeitos na sua saúde mental.

Jason passou ainda uma fase em que recorria ao álcool e ao tabaco para se sentir melhor: "Comecei a fumar cigarros. Comecei a ficar deprimido. Bebia todos os dias. Fiquei um pouco deprimido".

As casas de strip não voltaram a reabrir devido às regras de distanciamento físico que a pandemia impõe e foi proposto a Romeo que trabalhasse ao domicílio, mas Jason não quis. Diz não se sentir confortável, até porque a namorada não ia gostar. 

Romero está agora a trabalhar como personal trainer e faz massagens despostivas para conseguir ter rendimento. Vive também das poupanças e pondera formar-se num curso de canalizador.
Jason Romero Romeo questões sociais
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