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Terroristas presos no Médio Oriente pedem para voltar ao Reino Unido para "quebrar ciclo do extremismo"

Shamima Begum saiu do país com 15 anos para se juntar ao Estado Islâmico e agora quer regressar.
Correio da Manhã 24 de Junho de 2020 às 12:44
Shamima Begum
Shamima Begum FOTO: Reuters
Shamima Begum e outros jihadistas presos no Médio Oriente devem ser autorizados a voltar ao Reino Unido, de forma a "quebrar o ciclo do extremismo", de acordo com um relatório, avançou o Daily Mail.

O documento é apoiado por um ex-agente do FBI, Ali Soufan, que pede aos governos ocidentais que "reconsiderem a sua posição sobre o repatriamento e tragam os seus cidadãos para casa". 

Shamima nasceu no Reino Unido em 1999 e saiu do país com 15 anos para se juntar ao Estado Islâmico. A mulher tinha a intenção de regressar ao país onde nasceu em 2019, mas o governo britânico revogou a sua cidadania e já clarificou que não irá permitir a entrada da jihadista no país.

O Centro Soufan alega que extremistas que crescem no Reino Unido constituem uma maior ameaça para a segurança nacional do que os terroristas que estão presos na Síria ou no Iraque, caso fossem repatriados.

Os mais recentes relatórios revelam que deixar jihadistas e crianças, nascidas naquele meio, presas as deixa sem outra opção sem ser considerarem-se cidadãs do Estado Islâmico.

Pelo menos 20 jihadistas, incluindo crianças e mulheres, estão presos em campos de detenção na Síria, no Iraque e na Turquia. 

Estes prisioneiros já afirmaram que querem voltar a viver no Reino Unido.

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