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Testes genealógicos ajudam a resolver homicídio de menina 38 anos depois

Criança de 8 anos foi espancada, estrangulada, agredida sexualmente. Corpo foi encontrado num campo de milho no Ohio, EUA.
Correio da Manhã 29 de Junho de 2020 às 00:52
Criança
Criança FOTO: Getty Images
Passaram 38 anos desde o sequestro e morte de Kelly Ann Prosser, uma menina de oito anos cujo corpo foi descoberto num campo de milho no condado de Madison, no estado norte-americano do Ohio, dois dias após o deus desaparecimento.

Mas o que parecia um caso sem resolução, viu finalmente um fim. A polícia de Columbus informou esta sexta-feira que resolveu o caso do sequestro e da violação da criança de oito anos que regressava no dia 20 de setembro de 1982 da Indianola Elementary School, tudo graças a testes genealógicos.

De acordo com os detalhes do caso, fornecidos pela Procuradoria Geral do Ohio, a menina foi espancada, estrangulada e agredida sexualmente.

"Imaginem em 1982 recolher algo que você não sabia que um dia existiria - vestígios de ADN", afirmou o subchefe da polícia de Madison County, citado pela CNN.

Graças a investigações "mais intensas" foi possível perceber que as provas preservadas no local do crime poderiam contribuir para resolver o crime.

Em 2014/2015, o ADN recolhido do local foi inserido no CODIS, um banco de dados nacional de amostras de ADN usadas pela polícia. Porém, e segundo as autoridades, não houve nenhuma correspondência.

Uma parceria entre o departamento de polícia e a empresa de pesquisa forense em genealogia, Advance ADN, permitiu usar uma amostra de material genético e montar uma árvore genealógica para o possível suspeito do crime.

O suspeito da morte foi identificado como sendo Harold Warren Jarrel, um homem que já morreu e que não era referido no processo original sobre o assassinato de Prosser.

A polícia conseguiu confirmar a ligação entre Jarrell e Prosser graças às amostras de ADN dos familiares vivos de Jarrell, confirmou a polícia à estação de televisão norte-americana.

Segundo a CNN, Jarrel tinha sido já acusado e condenado em 1977 pelo sequestro de outra menina de 8 anos em Tamarack Circle, a norte de Columbus. Foi depois libertado, em 1982, oito meses antes do sequestro de Kelly.

A família da menina morta agradeceu a aplicação da lei e os esforços das autoridades ao longo de quase quatro décadas na procura pela verdade.

"Quando a Kelly Ann saiu para a escola, na manhã de 20 de setembro de 1982, não esperávamos que o nosso tempo com ela terminasse abruptamente ou que o nosso futuro mudasse de todas as formas imagináveis", informava o comunicado.

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