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Correio da Manhã

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Três mil milhões de animais mortos na Austrália devido aos fogos

Número de animais que perderam a vida é o equivalente a perto de metade da população mundial.
Paulo João Santos 29 de Julho de 2020 às 08:48
O fogo devorou tudo à sua passagem
Um pássaro morto à beira da estrada
A população de cangurus também foi muito afetada
Os animais ficaram particularmente debilitados
Três mil milhões de animais mortos na Austrália devido aos fogos
O fogo devorou tudo à sua passagem
Um pássaro morto à beira da estrada
A população de cangurus também foi muito afetada
Os animais ficaram particularmente debilitados
Três mil milhões de animais mortos na Austrália devido aos fogos
O fogo devorou tudo à sua passagem
Um pássaro morto à beira da estrada
A população de cangurus também foi muito afetada
Os animais ficaram particularmente debilitados
Três mil milhões de animais mortos na Austrália devido aos fogos
Os números são impressionantes e superam amplamente as estimativas iniciais. Os incêndios florestais que assolaram a Austrália em 2019 e 2020 tiveram um impacto devastador na vida selvagem daquele país. Muito maior que a devastadora perda de coalas, a face mais visível do desastre para a comunidade internacional. Segundo um estudo ontem divulgado, três mil milhões de animais foram mortos ou deslocados pelas chamas: 143 milhões de mamíferos, 2,46 mil milhões de répteis, 180 milhões de pássaros e 51 milhões de sapos.

O estudo, desenvolvido por várias universidades australianas, não abre grandes perspetivas aos que conseguiram escapar do fogo. Terão morrido mais tarde, por desidratação e falta de comida, abrigo e proteção contra predadores. Como termo comparativo, o número de animais que morreram nos incêndios e em consequência destes é pouco menos de metade da população mundial. “Um número tão grande, que é impossível compreender”, diz Chris Dickman, professor na Universidade de Sidney e membro da Academia Australiana de Ciências, que supervisor do estudo. “É um dos piores desastres da vida selvagem da história moderna”, acrescenta.


Os incêndios, que lavraram ao longo de vários meses, entre 2019 e 2020, destruíram 115 mil quilómetros quadrados, mais do que a área de Portugal e três vezes superior à da Holanda, por exemplo. Trinta pessoas perderam a vida. Desde o final dos anos 80 que os cientistas australianos alertam para o aumento do risco de incêndios em virtude das emissões de gases com efeito de estufa.
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