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Correio da Manhã

Mundo

Trump acredita mais em Putin do que no FBI

Presidente dos EUA diz que a Rússia “não tinha qualquer motivo” para tentar interferir nas presidenciais de 2016.
Ricardo Ramos 17 de Julho de 2018 às 01:30
Donald Trump e Vladimir Putin
Putin e Trump
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin
Putin e Trump
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin
Putin e Trump
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
Donald Trump e Vladimir Putin reunidos em Helsínquia
O presidente norte-americano Donald Trump aceitou esta segunda-feira o "desmentido forte e poderoso" de Vladimir Putin sobre a alegada ingerência russa nas presidenciais de 2016, deixando claro que acredita mais no homólogo russo do que nas conclusões do FBI e da CIA e dando a entender que está disposto a enterrar o assunto em nome da melhoria das relações bilaterais.

Trump chegou a Helsínquia sob forte pressão interna para ser duro com a Rússia após a acusação, na semana passada, de 12 agentes dos serviços secretos militares russos por tentativa de influenciar as eleições americanas, mas da boca do presidente dos EUA não saiu uma única crítica à Rússia ou ao seu presidente.

Pelo contrário, voltou a atribuir a responsabilidade pelas más relações entre os dois países à anterior administração Obama e à "caça às bruxas" liderada pelo procurador Robert Mueller e não respondeu quando questionado diretamente por um jornalista se acreditava mais no FBI ou no presidente russo.

Mas aquilo que disse a seguir não deixou dúvidas: "O desmentido de Putin foi forte e poderoso. Não vejo qualquer motivo para a Rússia ter estado por detrás disso".

Putin, por seu lado, desafiou os jornalistas a apontarem "alguma prova" da ingerência russa e mostrou-se disponível para acolher a equipa de Mueller na Rússia para interrogar os 12 suspeitos, "desde que os russos possam fazer o mesmo" noutros processos que correm nos EUA.

Antes, Trump já tinha dito que o encontro com Putin foi "extremamente positivo" e um ponto de viragem nas relações bilaterais. "A relação entre os nossos países nunca esteve tão mal, mas isso mudou há cerca de quatro horas", afirmou.

"Prefiro assumir riscos políticos em busca da paz do que arriscar a paz por motivos políticos. Farei o que é melhor para o povo americano", justificou o presidente americano.

PORMENORES 
"Roça a traição"
O antigo diretor da CIA, John Brennan, condenou as afirmações de Trump, afirmando que "roçam a traição à Pátria". "Além de imbecis, mostram que o presidente está completamente no bolso de Putin", acusou .

Condenação geral
"Nunca pensei ver o dia em que um presidente americano se colocasse ao lado do presidente russo para culpar os EUA pela agressão russa. Vergonhoso", escreveu no Twitter o republicano Jaff Flake. Já a democrata Nancy Pelosi perguntou: "O que é que Putin sabe de Trump que o faz ter tanto medo?".
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