Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

Trump diz que não há ofensas que justifiquem impeachment

Casa Branca revelou defesa legal de Trump contra destituição. Julgamento arranca dia 20 de janeiro.
SÁBADO 20 de Janeiro de 2020 às 18:54

Esta segunda-feira, dia em que arranca o julgamento do impeachment (destituição) sobre Donald Trump, a Casa Branca rejeitou as acusações que levaram ao início do processo na Câmara dos Representantes. Para o presidente dos Estados Unidos, as alegações de ter abusado do seu poder e obstruído o Congresso devem ser rejeitadas.

"O Senado devia rejeitar rapidamente estes artigos deficientes de impeachment e absolver o presidente", lê-se num documento respeitante à audiência pré-julgamento de Trump.

Donald Trump é o quarto entre 45 presidentes dos EUA que enfrenta a possibilidade de ser exonerado por impeachment. É acusado de abusar dos poderes que lhe são conferidos pelo cargo ao pedir à Ucrânia que investigasse um rival democrata na corrida à presidência, e de ter obstruído um inquérito do Congresso à sua conduta.

O documento de defesa de Trump alega que "abuso de poder" não é "uma ofensa que leve ao impeachment". Rejeitou a acusação de obstrução do Congresso como frívola e perigosa, indicando que o presidente exerceu os seus direitos legais ao resistir aos pedidos do Congresso por informação. Os democratas são ainda acusados de conduzir um processo fraudulento e de ter provado que Trump não fez nada errado.

"O processo que resultou nestes Artigos de Impeachment teve falhas desde o início. Desde o começo da República, a Câmara nunca lançou um inquérito 
"The process that resulted in these Articles of Impeachment was flawed from the start. Since the founding of the Republic, the House has never launched an impeachment inquiry against a President without a vote of the full House authorizing it."

Segundo a Reuters, é improvável que o Senado, a segunda câmara do Congresso e controlado pelos republicanos, retire Trump do cargo. No entanto, é importante que Trump diminua as acusações que sobre ele recaem, limitando-as a uma caça às bruxas movida pelos democratas. Em novembro, volta a eleições por um segundo mandato.

A equipa legal de Trump alega que o cliente não ultrapassou os limites da sua autoridade constitucional ao pressionar o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy para investigar Joe Biden, um dos seus adversários na corrida à presidência, e o filho deste, Hunter. Trump justifica a sua atuação, invocando corrupção. Os Biden negam má conduta.

Já os democratas consideram que Trump abusou do seu poder ao congelar assistência militar à Ucrânia como parte de uma campanha de pressão e obstruir o Congresso ao recusar-se a entregar documentos e impedindo membros da administração de testemunharem.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)