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Correio da Manhã

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Donald Trump manipula gráfico para não admitir que se enganou

Presidente foi acusado de alterar documento para justificar erro anterior.
Ricardo Ramos 6 de Setembro de 2019 às 01:30
O gráfico mostrado por Trump na Sala Oval da Casa Branca. À esquerda, é possível ver o arco negro desenhado à mão
Furacão Dorian
O gráfico mostrado por Trump na Sala Oval da Casa Branca. À esquerda, é possível ver o arco negro desenhado à mão
Furacão Dorian
O gráfico mostrado por Trump na Sala Oval da Casa Branca. À esquerda, é possível ver o arco negro desenhado à mão
Furacão Dorian
O presidente Donald Trump foi acusado de manipular um gráfico do percurso do furacão ‘Dorian’ para provar que tinha razão quando afirmou, erradamente, no fim de semana, que a tempestade ameaçava também o estado do Alabama.

No gráfico, que foi mostrado num ‘briefing’ aos jornalistas sobre os preparativos para o furacão, na quarta-feira, é visível um arco desenhado à mão, com um marcador negro, para incluir parte do Alabama na zona ameaçada pelo cone do ‘Dorian’.

Ao seu lado, na secretária, o presidente tinha, precisamente, um marcador negro, mas ao ser questionado sobre a alteração limitou-se a dizer "não sei, não sei". Nos EUA, é crime alterar um documento oficial e o caso já é conhecido como ‘Marcadorgate’.

Segundo os críticos, Trump terá alterado o gráfico para não ter de voltar com a palavra atrás depois de, no domingo, ter incluído o Alabama nos estados ameaçados pelo furacão. O serviço meteorológico apressou-se a desmentir o presidente, mas este insistiu, garantindo que as informações iniciais apontavam para "95% de possibilidade" de o Alabama também ser atingido.

‘Dorian’ volta a ganhar força rumo aos EUA
O furacão ‘Dorian’, que no início da semana passada matou pelo menos 20 pessoas nas Bahamas, voltou esta quinta-feira a ganhar força, passando para categoria 3, antes de atingir nas próximas horas a costa Sudeste dos EUA, onde mais de um milhão de pessoas foram retiradas das zonas costeiras.

A tempestade deixou um rasto de destruição quase total na sua passagem pelas Bahamas e o governo diz que mais de 70 mil pessoas precisam de ajuda urgente.
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