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Pentágono confirma que Trump ordenou ataque aéreo que matou comandante iraniano

Irão promete "vingança dura" pela morte do general Qassem Soleimani.
SÁBADO e Correio da Manhã 3 de Janeiro de 2020 às 07:11
Local onde o carro onde seguia Soleimani foi atingido.
Irão promete vingança após morte de comandante iraniano em ataque dos EUA
Local onde o carro onde seguia Soleimani foi atingido.
Irão promete vingança após morte de comandante iraniano em ataque dos EUA
Local onde o carro onde seguia Soleimani foi atingido.
Irão promete vingança após morte de comandante iraniano em ataque dos EUA
O comandante da força de elite iraniana Al-Quds, o general Qassem Soleimani, morreu num ataque aéreo levado a cabo pelos EUA, em Bagdad. O Irão refere que Soleimani foi um dos principais combatentes contra os grupos extremistas do Daesh e da Al Qaeda. O Irão já afirmou que se irá vingar e os Democratas acusam Trump de ter tomado uma iniciativa bélica sem ter avisado o Congresso. 

Durante a madrugada, o Pentágono informou que tinha sido o presidente dos EUA a ordenar a morte do comandante da força de elite iraniana. "Por ordem do Presidente, as forças armadas dos Estados Unidos tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro, matando Qassem Soleimani", disse o Departamento de Defesa norte-americano, em comunicado.

No mesmo ataque morreu também o 'número dois' da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi], indicaram as autoridades. Pelo menos oito pessoas foram mortas no ataque, três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana. Trump afirmou que o Irão estava por trás deste ataque. O ataque à embaixada durou dois dias.

A embaixada norte-americana foi atacada na sequência de um bombardeamento aéreo por parte dos Estados Unidos que matou 25 combatentes da milícia iraquiana. O Pentágono afirma que Soleimani estava "ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região".

O aiatola do Irão, Ali Khamenei, avisou que este atentado contra o Irão e uma das suas principais figuras terá uma "retaliação severa". "O martírio é a recompensa pelo trabalho incansável durante todos estes anos. Oxalá o seu trabalho e o seu caminho não acabam aqui. Uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram as mãos com o seu sangue e o sangue de outros mártires", afirmou Ali Khamenei, citado pela Agence France-Presse (AFP).

O chefe da diplomacia do Irão advertiu esta sexta-feira que a morte do general iraniano Qassem Soleimani, num ataque aéreo dos Estados Unidos ordenado pelo Presidente Donald Trump, constitui uma "escalada extremamente perigosa". "O ato de terrorismo internacional dos Estados Unidos (...) é extremamente perigoso e uma escalada imprudente" das tensões, afirmou Mohammad Javad Zarif, numa publicação feita na rede social Twitter.

O antigo líder da Guarda Revolucionária iraniana Mohsen Rezai reagiu à morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, numa mensagem em que deixa um aviso claro a Washington: "Soleimani juntou-se aos nossos irmãos mártires, mas a nossa vingança contra a América será terrível".

Numa aparente reação, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem da bandeira norte-americana na rede social Twitter, sem qualquer comentário. 

Três dias de luto nacional
O líder supremo do Irão prometeu esta sexta-feira vingar a morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto no ataque aéreo, e declarou três dias de luto nacional.

"O martírio é a recompensa pelo trabalho incansável durante todos estes anos. Se Deus quiser, o seu trabalho e o seu caminho não vão acabar aqui. Uma vingança implacável aguarda os criminosos que encheram as mãos com o seu sangue e o sangue de outros mártires", afirmou Ali Khamenei, indicou a agência de notícias France-Presse (AFP).

O líder supremo declarou três dias de luto pela morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, que descreveu como "símbolo internacional de resistência", de acordo com uma declaração lida na televisão estatal.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão já fez saber que os "criminosos" que levaram a cabo este ataque vão enfrentar uma "vingança dura" no "tempo e lugar apropriados". Para a entidade, o assassinato de Soleimani foi "o maior erro estratégico dos Estados Unidos". 

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