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Correio da Manhã

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UE mobiliza mais 15 milhões de euros para combate a praga de gafanhotos em África

Praga "tem tido um impacto devastador na segurança alimentar numa região já de si vulnerável".
Lusa 8 de Julho de 2020 às 13:27
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos no Quénia, fevereiro de 2020
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos no Quénia, fevereiro de 2020
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos tem afetado muitos locais em África
Praga de gafanhotos no Quénia, fevereiro de 2020
A União Europeia mobilizou mais 15 milhões de euros para apoiar as Nações Unidas e países parceiros no combate contra "uma das piores pragas de gafanhotos de deserto observadas na África Oriental em décadas".

Ao anunciar esta quarta-feira este novo contributo financeiro, que se segue a um primeiro pacote de ajuda no montante de 42 milhões de euros disponibilizado no início de 2020, a Comissão Europeia aponta que a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) formulou um plano de resposta, "mas dada a contínua crise de gafanhotos do deserto, as intervenções dos países devem ser aumentadas para apoiar os governos nacionais dos países afetados".

Bruxelas sublinha que a praga de gafanhotos do deserto "tem tido um impacto devastador na segurança alimentar numa região já de si vulnerável", e os esforços para travar a propagação da infestação de gafanhotos têm sido dificultados pela pandemia de covid-19.

Segundo a Comissão Europeia, "as condições meteorológicas têm sido invulgarmente propícias à criação e maior disseminação de gafanhotos", e "os danos às culturas e pastagens têm sido devastadores" no Quénia, Etiópia e Somália e o surto pode propagar-se aos países vizinhos, particularmente Djibuti, Eritreia, Sudão do Sul, Tanzânia e Uganda, sendo que Iémen, Sudão, Irão, Índia e Paquistão também estão em risco.

O gafanhoto do deserto é considerado a praga migratória mais destrutiva do mundo, com as perdas de culturas e alimentos nas áreas afetadas a gerarem "impactos negativos diretos dramáticos sobre a agricultura e os meios de subsistência".

O problema é tanto mais grave dado a região da África Oriental já ser extremamente vulnerável, estimando-se que 27,5 milhões de pessoas sofram de grave insegurança alimentar e pelo menos mais 35 milhões estejam em risco.

O plano de resposta da FAO estima que serão necessários cerca de 206 milhões de euros para as atividades mais urgentes, tanto para o controlo de gafanhotos do deserto como para a proteção e recuperação dos meios de subsistência agrícola.

"Os nossos amigos e parceiros no Corno de África sofreram as consequências catastróficas deste surto de gafanhotos do deserto sobre os meios de subsistência e segurança alimentar, uma situação que é agravada pela pandemia do coronavírus, que tornou os esforços de intervenção mais difíceis", comentou a comissária europeia responsável pelas Parcerias Internacionais.

Segundo Jutta Urpilainen, a decisão de hoje de aumentar o apoio mostra que a UE está determinada a continuar a sua ação para combater a insegurança alimentar como membro fundador da Rede Global Contra as Crises Alimentares.

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