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Um morto e 11 feridos após tiroteio em Minneapolis

Vítima mortal faleceu no hospital e os feridos não correm risco de vida.
Lusa 21 de Junho de 2020 às 19:27
Um morto e 11 feridos após tiroteio em Minneapolis
Um morto e 11 feridos após tiroteio em Minneapolis FOTO: Twitter
Uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas após um tiroteio numa zona de vida noturna de Minneapolis, atualmente em voga, provocando um cenário caótico que obrigou as pessoas a esconderem-se e protegerem-se dos tiros, disse hoje a polícia.

O tiroteio começou pouco depois da meia noite, num bairro popular da cidade, junto de um centro de bares, restaurantes e lojas.

A polícia começou por dizer que havia 10 feridos, "com vários níveis de ferimentos", mas mais tarde, acabou por atualizar a informação na rede social Twitter, pouco depois das 03:00. A única vítima mortal, segundo a polícia, faleceu no hospital e não no local do conflito e os feridos não correm risco de vida.

A polícia disse ainda que acredita que havia mais do que um atirador a quem se referiu como "indivíduos a pé". Não foi ninguém detido e a polícia não explicou as possíveis razões para o tiroteio. Todos os feridos são adultos.

Um vídeo publicado na rede social Facebook mostra o cenário do tumulto, onde se ouvem gritos como se se tratasse de pequenas multidões e mostra algumas pessoas agachadas, junto de outras deitadas no chão, antes de os primeiros polícias chegarem, neste caso, de bicicleta.

O gerente do Hoban Korean BBQ disse que estava a trabalhar junto à porta quando ouviu os tiros no passeio, vindos de umas lojas mais abaixo. Fred Hwang descreveu que ouvia "muitos tiros" como se parecessem disparos entre grupos.

"As pessoas estavam a correr para tentarem entrar no restaurante de modo a protegerem-se", disse Fred Hwang que descreveu a experiência como "muito assustadora".

"Temos buracos de balas dentro do restaurante, nas paredes e nas coisas. Todas as nossas montras estão partidas e estilhaçadas e como as pessoas entraram em pânico, correndo no interior, acabaram por partir uma ou outra coisa. Foi muito caótico", descreveu.

Do outro lado da estrada de onde começou o tiroteio, numa montra partilhada entre o teatro e uma sapataria, um agente da polícia, horas mais tarde, detetou que havia uma porta e janela partidas e um buraco de bala na fachada do edifício.

Esta zona fica a cerca de cinco quilómetros, a oeste, da zona comercial de Minneapolis e do bairro onde ocorreram motins após a morte de George Floyd, a 25 de maio, durante a sua detenção pela polícia local. Nessa altura, alguma dessa violência chegou aos bairros periféricos e ainda há lojas que têm as fachadas protegidas por placas de madeira.

A morte de George Floyd desencadeou uma revisão no departamento da polícia de Minneapolis, onde a maior parte dos responsáveis da cidade pediram apoio para desmantelar o departamento que muitos ativistas comunitários têm apelidado de brutal e racista.

Fred Hwang criticou o tempo de resposta da polícia, que demorou mais de 30 minutos a chegar.

"Algo precisa de ser feito para nos proteger. Normalmente nos bares, ao sábado à noite, temos polícia que não estão de serviço, como segurança extra, estacionados à frente dos estabelecimentos, mas agora ninguém tem isso", disse.

Um porta-voz da polícia não respondeu de imediato às questões sobre a resposta do departamento.

Na hora anterior a este tiroteio, a polícia foi chamada para, pelo menos, outros dois a sul de Minneapolis. O jornal Star Tribune informou que um homem tinha sido alvejado, junto do local onde Georg Floyd morreu. Um outro disparou dois tiros sem consequências. O porta-voz da polícia John Elder disse ao jornal que multidões furiosas, em ambos os cenários, impediram os agentes.
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