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Michael Jackson morreu há 10 anos. Assim foram as suas últimas 24 horas de vida

Cantor foi encontrado rodeado de medicamentos, seringas e botijas de oxigénio.
25 de Junho de 2019 às 12:01
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Faz esta terça-feira exatamente uma década desde que o mundo soube da morte do eterno 'Rei da Pop', Michael Jackson, e o artista continua a fazer correr muita tinta nos meios de comunicação social. Ora devido às polémicas com menores, ora pela sua morte misteriosa. 


Mas o que realmente aconteceu nas 24 horas que antecederam a morte de Michael Jackson? O cantor preparava o seu regresso à indústria da música em 2009 quando morreu, a 25 de junho, com uma overdose, três semanas antes do seu primeiro espetáculo com a digressão 'This Is It'.



Tinha 50 anos e aqueles que com ele privavam afirmam que ele nunca esteve tão bem.



O coreógrafo de longa data, Travis Payne, passou a tarde de 24 de junho a trabalhar com o músico de sucesso. Como de costume, os ensaios começaram entre as 12h00 e as 13h00, e naquele dia, Jackson e a sua equipa ensaiaram o espetáculo todo do início ao fim pela primeira vez. 

"Ele aparentava estar saudável, não havia qualquer indicação que alguma coisa estava errada", revelou Dorian Holley, diretor vocal de Michael. 

Michael Bearden, diretor musical, também estava com a estrela naquele ensaio. Também ele afiançou que nada fazia prever que o músico não estivesse bem: " Conseguia-se ver a confiança a crescer e conseguia-se ver que fisicamente ele era capaz de fazer tudo aquilo que queria fazer".

Depois de um ensaio de quase 12 horas, Michael saiu do Staples Center, um ginásio em Los Angeles onde tinha passado a tarde e a noite a trabalhar, abraçou Michael Dorian e terá dito: "Amo-te, Mike". 

Esta foi a última vez que a equipa do cantor de Thriller viu a estrela. 

Michael sofria com insónia crónica há vários anos e dependia de medicação forte para dormir, segundo revela J Randy Taraborrelli, amiga próxima do artista em declarações ao jornal britânico Mirror. 

O médico do artista, Conrad Murray, tomou uma série de decisões que terão levado à morte do artista naquele dia. 

Murray, pago a peso de ouro com cerca de 131 mil euros mensais, começou a ser pressionado pela estrela para arranjar uma solução para que esta conseguisse dormir de modo a estar pronto para o regresso aos palcos.

A receita para o desastre começou com uma dose de Valium, um medicamento com um efeito calmante, passando depois por injeções de Ativan que produz o relaxamento muscular, sedação e efeito tranquilizante. 

Perante a ineficácia desta medicação, o médico deu a Jackson um segundo sedativo, Versed. Ao longo da noite, o cantor tomou ainda mais duas doses de Ativan e outras duas de Versed. 

Conrad Murray afirma que toda esta medicação não surtiu efeito e terá sido Jackson que pediu que lhe administrasse Propofol, o medicamento que o viria a matar.

A última droga tomada por Michael Jackson costuma ser usada em pacientes no hospital antes e depois de uma cirurgia. Murray admitiu que aquela não era a primeira vez que a estrela tinha tomado Propofol para dormir. Até dia 22 de junho, Michael tomou o medicamento ao longo de 60 noites, segundo o médico da estrela. 

Após toda a noite sem conseguir adormecer, e a pedido de Michael, o médico terá dado uma dose de propofol ao artista por volta das 10h45. Murray afirma que tinha todo o equipamento necessário para monitorizar o artista, incluindo os batimentos cardíacos e máquinas para verificar os níveis de oxigénio.

O médico assume que deixou a estrela sozinha para ir à casa de banho. Quando regressou, Michael já não respirava.

Murray afirma que iniciou tentativas de reanimação de imediato e não ligou para os serviços de emergência porque estava ocupado a tentar salvar a vida de Jackson. Após várias tentativas, gritou para Alberto Alvarez, um dos seguranças do cantor e pediu que este entrasse no quarto e limpasse tudo o que eram frascos, garrafas e materiais para medicação intravenosa antes de ligar para o 911, o equivalente ao 112 em Portugal. 

A chamada foi feita às 12h21, cerca de duas horas após a paragem cardíaca de Michael.

Quando a polícia chegou, o quarto de Michael estava cheio de frascos de comprimidos, seringas, botijas de oxigénio e materiais para medicação intravenosa. 

Os paramédicos não reconheceram de imediato o artista que se apresentava pálico, com pouco peso e rodeado de medicamentos materiais médicos para medicação intrevenosa. 

Michael foi declarado morto após ter chegado ao hospital. Conrad Murray foi condenado por homicídio involuntário em 2011. Foi sentenciado a quatro anos de prisão, mas cumpriu menos de metade da sua pena.

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