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Universidade de Macau doa protótipos de ventiladores a Angola e Moçambique

Instituto de ensino de Macau recebe anualmente entre 70 e 100 alunos dos países de língua portuguesa.
Lusa 28 de Outubro de 2020 às 12:01
Ventiladores
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A Universidade de Macau (UM) vai doar dois protótipos de ventiladores desenvolvidos pela instituição a Angola e Moçambique, e formar equipas naqueles países para poderem fabricar novos equipamentos, disse esta quarta-feira à Lusa o vice-reitor da UM.

Os protótipos foram desenvolvidos pela UM, em colaboração com o Instituto para o Desenvolvimento e Qualidade de Macau, "com base na tecnologia existente", e representam uma grande poupança de custos, referiu Rui Martins.

"São bastante mais baratos que o normal, dez por cento ou menos do preço, e estão prontos a utilizar no hospital por doentes que necessitem deles", precisou o vice-reitor da Universidade de Macau.

Rui Martins garantiu que os protótipos são "de baixo preço, mas de alta qualidade", tendo sido certificados por equipas médicas no território.

Em paralelo, a Universidade de Macau vai também "fazer formação a engenheiros e médicos [daqueles países] para o desenvolvimento de novos protótipos em Angola e Moçambique".

"Além da doação, é também uma transferência de tecnologia para estes dois países", sublinhou Rui Martins, considerando que a iniciativa mostra a vontade de ajudar de Macau, um território que registou apenas 46 casos de covid-19 desde o início da pandemia, no final de janeiro, não tendo atualmente nenhum caso ativo.

"Macau já há bastantes meses que não tem nenhum caso, e espero que se mantenha assim no futuro, e temos esta oportunidade de ajudar estes dois países, com duas universidades que são nossas parceiras", referiu o vice-reitor.

Os protótipos vão ser entregues à Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique, e à Universidade Mandume ya Ndemufayo, no Lubango, em Angola, com a qual a UM tem protocolos de cooperação, no âmbito da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), durante uma cerimónia na sexta-feira com representantes dos dois países.

O cônsul-geral de Moçambique em Macau, Rafael Marques, disse à Lusa que a doação "vai ser uma grande mais-valia para apoiar as autoridades sanitárias" e "ajudar a salvar vidas", apontando que, embora a situação do país não seja para já "alarmante", continuam a surgir novas infeções.

Moçambique é atualmente o país lusófono em África com o maior número de casos positivos, tendo registado 12.273 infeções de covid-19 desde o início da pandemia e 89 mortes, seguindo-se Angola, que lidera em número de mortos, com 9.871 infetados e 271 óbitos.

O cônsul-geral de Angola em Macau, Eduardo Galiano, congratulou-se com a oferta, afirmando que a formação prevista vai também "ajudar os técnicos [angolanos] a manusear os equipamentos que o Governo está a adquirir à China".

Angola decretou na semana passada o estado de calamidade pública e reforçou as medidas de combate à pandemia.

A Universidade de Macau recebe anualmente entre 70 e 100 alunos dos países de língua portuguesa, incluindo de Angola e Moçambique, tanto em licenciaturas como em mestrados e doutoramentos, de acordo com o vice-reitor.

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