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Vacinas são boas notícias mas terão que chegar a milhares de milhões, refere a OMS

Desenvolvimento destas vacinas em meses é um "feito científico cuja importância não pode ser subestimada", diz Ghebreyesus.
Lusa 23 de Novembro de 2020 às 18:50
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS FOTO: Direitos Reservados
A Organização Mundial de Saúde (OMS) saudou esta segunda-feira os mais recentes resultados dos ensaios clínicos das vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento, mas salientando que as vacinas terão que chegar a milhares de milhões de pessoas.

Na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia, o diretor-geral daquela agência das Nações Unidas, Tedros Ghebreyesus, afirmou que os resultados de pelo menos três vacinas já anunciados permitem ter "esperança real de que as vacinas, em conjunto com outras medidas de saúde pública comprovadas, ajudarão a acabar com esta pandemia".

O desenvolvimento destas vacinas em meses é um "feito científico cuja importância não pode ser subestimada", declarou Ghebreyesus, salientando que a urgência com que se lançou a investigação para as obter tem que ter urgência equivalente na sua "distribuição justa" por todos os países.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, afirmou que é importante haver várias vacinas e de vários tipos, uma vez que será preciso vacinar milhares de milhões de pessoas".

A mais recente vacina cujos ensaios clínicos foram divulgados, a do laboratório AstraZeneca e da Universidade de Oxford tem uma taxa média de eficácia de 70 por cento, enquanto as da Pfizer/BioNTech e da Moderna apresentam, segundo os resultados preliminares, taxas de eficácia na casa dos 90%.

A vice-diretora da OMS, Mariângela Simão, referiu que a agência está em contacto com as empresas e que está "muito esperançosa" na avaliação dos resultados dos testes clínicos, que se prevê que possam estar concluídos "no princípio do próximo ano".

Em relação à vacina da AstraZeneca, Soumya Swaminathan salientou que pode ser armazenada "temperaturas normais de refrigeração", entre 02 e 08 graus centígrados, o que significa "enormes vantagens logísticas" para a sua distribuição e armazenamento, enquanto as da Pfizer/BioNTech e da Moderna exigem armazenamento a temperaturas extremamente baixas, inferiores a 70 graus negativos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.388.590 mortos resultantes de mais de 58,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.971 pessoas dos 264.802 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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