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"Vi um cenário de guerra na rua": Fotojornalista português que vive Beirute relata pânico vivido

João Sousa afirma que cidade foi estilhaçada pelas explosões.
Correio da Manhã 5 de Agosto de 2020 às 00:49
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"Vi um cenário de guerra na rua": Fotojornalista português que vive Beirute relata pânico vivido
João Sousa, um fotojornalista português que vive em Beirute, relatou ao Correio da Manhã "o cenário de guerra" vivido na capital libanesa após duas fortes explosões que mataram pelo menos 70 pessoas. 

"Vivo no centro de Beirute, estava na varanda quando ouvi uma explosão longínqua. Tanto eu como os meus vizinhos não sabíamos muito bem o que esta explosão representava e pouco depois ouvimos uma segunda explosão com tremores fortíssimos", começa por contar o português. 

"Vidros estilhaçados... não sabiamos muito bem se iria haver outra explosão e decidimos sair do prédio", acrescenta. O que veio a ver a seguir nas ruas, deixou o fotojornalista chocado.

"Vimos um cenário de guerra, Beirute é uma cidade estilhaçada neste momento. Vidros por todo o lado, carros destruídos, pessoas cobertas em sangue, ambulâncias por todo o lado, é um desastre total", conta. 

O fotojornalista afirma ainda que há várias teorias sobre o que esteve na origem da targédia, se poderá ter sido um acidente ou um ataque. 

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab revelou já que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

O nitrato de amónio estaria armazenado junto ao porto onde se deram as explosões. As autoridades libanesas tentam agora perceber porque é que o composto químico estava armazenado naquele local.
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