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Vice-presidente de escola de samba assassinado no Rio de Janeiro

'União da Ilha do Governador' ficou em último lugar nos desfiles do Carnaval deste ano.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 6 de Março de 2020 às 15:37
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'
Escola de Samba 'União da Ilha do Governador'

O vice-presidente da Escola de Samba 'União da Ilha do Governador', despromovida para o escalão secundário semana passada depois de ter ficado em último lugar nos desfiles do Carnaval 2020 no Rio de Janeiro, foi assassinado nesta cidade brasileira. Marcelo Vinhaes foi fuzilado a curta distância dentro do próprio carro na madrugada desta sexta-feira na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense, onde fica o Aeroporto Internacional do Galeão.

Dois homens, numa mota e usando capuz, aproximaram-se do carro onde seguia Marcelo e uma mulher e, quando o veículo passava pela esquina da Avenida Paranapuã com a Rua Pio Dutra, começaram a disparar. Vinhaes parou o carro e tentou fugir, mas os criminosos continuaram a disparar e acabando por o atingir mortalmente.

A mulher que estava com ele também foi baleada e levada posteriormente para o Hospital Evandro Freire, na região. Os assassinos fugiram do local sem levar nada, dando a entender que o crime foi uma execução premeditada.

A União da Ilha, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro, foi despromovida este ano depois de enfrentar inúmeros problemas no seu desfile, na madrugada de domingo para segunda-feira da semana passada, quando um carro alegórico deixou de funcionar mesmo antes de entrar no sambódromo e atrasou a apresentação da agremiação. A escola levou para o sambódromo da Avenida Sapucaí um enredo focado nas promessas feitas pela classe política para melhorar áreas essenciais como Saúde, Educação, Habitação e Segurança, mas os problemas durante o desfile deixaram-na em último lugar.

Repetindo carnavais anteriores, o deste ano também foi muito violento no Rio de Janeiro, e várias pessoas ligadas a escolas de samba foram mortas ou vítimas de outros tipos de violência. Uma das mortes mais repercutidas ocorreu na terça-feira de Carnaval, quando vários homens abriram fogo e mataram com mais de 40 tiros o contrafator Alcebíades Paes Garcia, conhecido como BID e que a polícia acusava de ser um dos líderes do jogo ilegal conhecido como "Jogo do Bicho".

Também o caso de BID se tratou de uma execução. Os dois assassinos, usando um carro preto, seguiram BID quando este saiu do Sambódromo da Sapucaí, onde tinha ido assistir aos desfiles das escolas de samba, forçaram a VAN onde ele estava a parar e crivaram-no de balas, tendo o cuidado de não atingir os outros passageiros do veículo.
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