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Vídeo e depoimentos de ministros reforçam acusações de Sérgio Moro contra Bolsonaro

Presidente brasileiro é acusado por Moro de interferir na Polícia Federal do Rio de Janeiro para proteger familiares que estavam a ser alvo de investigações.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 15 de Maio de 2020 às 08:26
Jair Bolsonaro
Bolsonaro e Sérgio Moro
jair bolsonaro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Bolsonaro e Sérgio Moro
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Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Bolsonaro e Sérgio Moro
jair bolsonaro
Jair Bolsonaro
O vídeo da reunião do governo de 22 de abril e os depoimentos de vários ministros reforçaram as acusações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal (PF) para proteger familiares e amigos de investigações em curso.

Várias testemunhas que falaram sob anonimato após a visualização do vídeo, reservada a representantes da Procuradoria-Geral da República, da PF, advogados de Bolsonaro e ao próprio Moro, garantiram que, na gravação, Bolsonaro grita alto e bom som que quer trocar o comando da PF no Rio de Janeiro para proteger a família e os amigos, tal como o ex-ministro da Justiça denunciou.

O juiz Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá decidir esta sexta-feira se divulga publicamente o vídeo, como Moro defende, ou se o mantém em sigilo, como defende a PGR.

Em depoimentos à PF, três ministros de Bolsonaro que estavam na reunião, Braga Neto, Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos, todos militares, confirmaram que o presidente manifestou na reunião o desejo de mudar as chefias da PF para proteger a família, mas alegaram que ele se referia ao esquema de segurança pessoal e não às investigações em curso.

A versão dos generais adensou ainda mais as suspeitas, pois quem trata da segurança do presidente e da família é o Gabinete de Segurança Institucional, comandado por Heleno, e não a PF, na altura sob tutela de Moro, a quem Bolsonaro exigiu as mudanças.

Já o antigo superintendente da PF no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira, o principal visado pelas mudanças exigidas por Bolsonaro, contradisse a afirmação do presidente de que nem ele nem ninguém da sua família é ou foi investigado, ao confirmar que Flávio Bolsonaro, filho do presidente, está a ser investigado pela PF do Rio.

Pormenores
Familiares investigados
Pelo menos 19 familiares de Bolsonaro, entre eles uma das suas ex-mulheres, um ex-sogro e vários sobrinhos, estão a ser investigados pelo MP e pela polícia do Rio de Janeiro por suspeita de corrupção e branqueamento de capitais.

PF contraria presidente
A segunda investigação da Polícia Federal ao ataque que Bolsonaro sofreu durante a campanha de 2018 voltou a concluir que o atacante agiu sozinho, num surto psicótico. Bolsonaro defende que se tratou de um atentado para o impedir de chegar à Presidência.
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