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Viola e mata amiga de infância que prometeu levar a casa após festa de aniversário

Jovem foi condenado a 30 anos de prisão pelos crimes. Vítima, que fazia 20 anos no dia em que morreu foi estrangulada e corpo lançado a riacho.
Correio da Manhã 7 de Agosto de 2020 às 18:51
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley
Keeley foi violada e morta pelo amigo Wesley

Wesley Steele, um jovem inglês de 20 anos, foi condenado a pelo menos 30 anos de prisão, depois de ter sido provado em tribunal que violou e matou Keeley Bunker, uma amiga de infância, que tinha confiado nele para chegar a casa, depois de ter estado a celebrar o seu aniversário.

O caso, que chocou o Reino Unido, chegou ao fim com a leitura da sentença, esta sexta-feira. Wesley foi condenado a uma pensa de prisão perpétua, sendo que terá que cumprir obrigatoriamente 30 anos da pena antes de poder sair em liberdade condicional.

Em tribunal foi relatado que Keeley, que celebrava o seu 20.º aniversário naquele dia (19 de setembro de 2019), foi sair à noite em Birmingham com amigos, incluindo Wesley. No final da festa, vários amigos ofereceram boleia a Keeley, que disse que ia a pé com o amigo a quem carinhosamente chamava ‘Wes’, como quase sempre fazia. "Eu tenho o Wes comigo. Ele vai acompanhar-me e manter-me segura. Não se preocupem", foram as últimas palavras que os amigos ouviram da jovem. Os dois eram amigos desde crianças e eram inseparáveis, tendo chegado mesmo a estudar na mesma turma.

Durante o percurso até casa, Wesley terá violado Keeley, sufocando-a em seguida com um golpe de ‘mata-leão’, até esta morrer. O corpo da jovem, que estava a estudar para ser professora, foi lançado a um riacho num parque próximo do local onde Keeley vivia com a família. 

A polícia desconfiou logo de Wesley, porque tinha sido a última pessoa com quem Keeley foi vista com vida e porque o jovem mudou várias vezes a história e o testemunho que deu às autoridades, em que nada batia certo. Primeiro disse que a jovem tinha seguido sozinha até casa, depois admitiu que tinha tido sexo com a amiga antes de a deixar e finalmente confessou que a matou "acidentalmente" quando faziam sexo. A autópsia veio revelar que as relações sexuais foram forçadas e desmascarar todas as mentiras de Wesley.

"Quando acabou o que queria dela. Decidiu livrar-se do corpo sem vida de Keeley, atirando-o à água e cobrindo-o com ramos. Depois foi a pé até casa, deitou-se e dormiu", disse o juiz, impressionado com a frieza do assassino, que matou a amiga e conseguiu dormir na mesma noite.

A família chorou copiosamente durante todo o julgamento e todos se assumem destroçados com a morte de Keeley, descrita como "amorosa, cuidadosa, preocupada e uma verdadeira amiga".

"A Keeley era a mais simpática, gentil e bela jovem que alguma vez poderiam conhecer. Punha os outros antes dela, sempre e em todas as ocasiões. Não podíamos pedir nada mais à Keeley, era perfeita em todos os sentidos. A vida dela foi arrancada de forma tão cruel, e tão cedo... Ela tinha tantos sonhos, que lhe foram roubados, a ela e a nós. Não vamos poder ver a Keeley casar, ter filhos, ir de férias ou cumprir o sonho de ser professora. Esta decisão nunca será suficiente em termos de Justiça, porque nada vai trazer a Keeley de volta para nós", disse a família da vítima através de comunicado.

Wesley foi ainda dado como culpado de dois crimes de violação, três de abuso sexual e um de abuso sexual de crianças, crimes que terão ocorrido anteriormente.

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