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Viola e mata homem que lhe invadiu a casa com uma pá e acaba condenada a 13 anos de prisão

Jovem de 22 anos assumiu ter cometido dois homicídios, mas não manifestou remorsos.
Correio da Manhã 10 de Agosto de 2020 às 13:48
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens
Elena matou dois homens

O caso chocou o mundo pela idade jovem que contrasta com a frieza da homicida: uma mulher russa de 22 anos, foi condenada a uma pena de 13 anos de prisão pela tortura e morte de dois homens, crimes ocorridos na localidade de Mikhailovka, na Rússia.

Elena Povelyaikina, praticante de boxe e estudante, não manifestou quaisquer remorsos quanto aos crimes e sempre negou ser a responsável, mudando as versões que contou da história várias vezes durante a investigação.

Segundo foi relatado em tribunal, a jovem, que foi criada e vive sozinha com o pai e o irmão mais novo, atacou a primeira vítima, de 37 anos, quando esta estava alcoolizada. O homem terá invadido a quinta e a casa onde vivia a família de Elena e, como recusava sair, a jovem partiu para a violência.

"Primeiro espancou-o violentamente, com murros, pontapés e uma pá. Depois, com o cabo do instrumento, cometeu atos violentos de natureza sexual contra ele. Depois arrastou o corpo até ao limite da propriedade e atirou-o para via pública", afirmaram os investigadores.

Esta primeira morte revelou-se inicialmente um mistério e não tinha suspeitos. Até que Elena terá feito a segunda vítima e centrou todas as atenções em si.

A jovem estava a beber num bar quando um homem, de 31 anos, terá feito "comentários negativos e insultado" o pai de Elena. "Ela saltou-lhe para cima imediatamente e atirou murros e pontapés em todas as direções. O homem agredido morreu no dia seguinte devido aos ferimentos", adiantam as autoridades.

Só quando q segunda vítima morreu é que Elena admitiu ter agredido os homens. "Confessou ambas as mortes, mas recusou sempre testemunhar sobre o que aconteceu. Deu-nos várias versões: que o primeiro homem morreu atropelado por um carro que passava, que o segundo tinha sofrido um problema nos rins... Mas os exames forenses e as autópsias contrariaram o que ela nos relatou e revelaram a verdade" afirma o Comité de Investigação. 

Antes de ouvir a sentença, manifestou condolências aos familiares mas não admitiu que se sentisse culpada pelas mortes ou que tivesse remorsos pela violência que levou a cabo. O noivo da jovem testemunhou a seu favor no julgamento e relatou que Elena era "doce e simpática" e que "jamais seria capaz de fazer mal a alguém". "Vou esperar por ela até sair da prisão, porque nunca tive um amor tão forte por ninguém", disse.

Já a mãe da Elena, que vive separada da família, também considera que a filha é inocente. "Foi tramada por inimigos que tem na aldeia, que a incriminaram", afirmou à imprensa local.

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