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Virologista garante que covid-19 foi "criada em laboratório militar da China"

Chinesa que estudava o novo coronavírus na China fugiu para os EUA e garante que o mercado de Wuhan foi "usado apenas como um engodo".
SÁBADO 4 de Agosto de 2020 às 12:47
Li-Meng Yan
Li-Meng Yan

Li-Meng Yan, a virologista chinesa que acusou Pequim de mentir sobre a existência e o perigo do novo coronavírus, deu uma nova entrevista em que garante que a Covid-19 foi "criada num laboratório militar" controlado pelo regime comunista da China.

A especialista em saúde pública, uma das encarregadas de estudar o novo coronavírus na China, já tinha apontado que Pequim e também a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinham conhecimento da existência e do perigo do novo coronavírus muito antes de anunciarem oficialmente o surto que ocorreu em Wuhan, China.

Agora, numa entrevista citada pela Taiwan News, Li-Meng Yan refere que durante o seu trabalho conseguiu rastrear a origem da pandemia até ao Exército de Libertação Popular, o braço armado do Partido Comunista da China.

"Na altura determinei claramente que o vírus era proveniente de um laboratório militar do partido comunista chinês", disse. Yan referiu mesmo que o mercado de Wuhan foi "usado apenas como um engodo" e que os seus superiores decidiram ocultar a sua investigação à Covid-19, ficando em silêncio e não revelando descobertas que poderiam ter ajudado a salvar vidas.

"Sabia que, assim que falasse, teria de desaparecer - tal como os manifestantes em Hong Kong. Podia desaparecer a qualquer altura", afirmou na entrevista.

Numa primeira entrevista, à norte-americana Fox News, Yan referiu que o governo de Pequim sabia em dezembro que mais de 40 pessoas tinham sido infetadas com o novo coronavírus e que as transmissões entre humanos já estavam a ocorrer.

A viroligista chinesa tinha abandonado a China a 28 de abril depois de partilhar com um blogger e youtuber, Lu Deh, as suas teorias e investigações. Ele aconselhou-a a ir para os Estados Unidos, onde estaria a salvo.

Covid-19: "Não temos muito tempo", avisa virologista que fugiu da China

Li-Meng Yan, a virologista chinesa que acusou Pequim de mentir sobre a existência e o perigo do novo coronavírus, deu uma segunda entrevista à Fox News. No programa Bill Hemmer Reports, Yan alerta que "não temos muito tempo".



Li-Meng Yan disse que queria fugir com o marido, também um conhecido cientista. Porém, este descobriu a chamada que ela tinha trocado com Lu Deh e reagiu mal. "Ele ficou muito aborrecido. Culpou-me, tentou destruir a minha confiança… Disse que nos matariam a todos."

A virologista tomou a decisão de ir até Los Angeles sozinha, mas quando chegou à cidade norte-americana, foi travada pelo serviço de estrangeiros e fronteiras e receou ser deportada. "Tinha que lhes dizer a verdade. Pedi que não me deportassem, que eu tinha vindo contar-lhe a verdade sobre a Covid-19. E que, por favor, me protegessem senão o governo chinês me mataria", afirmou à Fox News.

No aeroporto, o FBI foi chamado. Li-Meng Yan diz que foi interrogada durante horas, que lhe apreenderam o telemóvel e que a deixaram prosseguir. Agora, encontra-se num sítio cuja localização foi mantida oculta.

Segundo a virologista, o seu apartamento na China foi destruído por agentes. Na sua cidade-natal, Quingdao, interrogaram os pais. Estes pediram à filha que regresse à China e esqueça tudo.

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