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Correio da Manhã

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Vírus mortal isola seis cidades na China

OMS decide não declarar para já emergência mundial. Número de vítimas mortais sobe para 18.
Bernardo Esteves 24 de Janeiro de 2020 às 01:30
Controlo da temperatura de passageiros em Hangzhou
Nas autoestradas, viajantes são controlados
Funcionário na estação ferroviária de Wuhan verifica temperatura das pessoas em monitores
Controlo da temperatura de passageiros em Hangzhou
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Funcionário na estação ferroviária de Wuhan verifica temperatura das pessoas em monitores
Controlo da temperatura de passageiros em Hangzhou
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Funcionário na estação ferroviária de Wuhan verifica temperatura das pessoas em monitores
Seis cidades na China, com um total de cerca de 20 milhões de pessoas, estão isoladas para tentar conter o contágio do novo coronavírus. "Autoestradas, ligações ferroviárias e aéreas, está tudo fechado, não podemos sair daqui", disse Miguel Matos, treinador de futebol e um dos poucos portugueses em Wuhan, cidade onde começou a pandemia e onde as pessoas têm agora medo de sair à rua, apresentando-se as ruas praticamente desertas.

As restrições à circulação foram também impostas nas cidades de Huanggang, Ezhou, Xiantao, Chibi e Lichuan, enquanto a capital, Pequim, suspendeu as festividades do ano novo lunar.

O número de mortos subiu de 17 para 18, tendo morrido a primeira pessoa fora da província de Hubei. A Organização Mundial de Saúde decidiu esta quinta-feira que é prematuro declarar uma emergência mundial, devido ao número reduzido de casos fora da China e à falta de provas de que a transmissão do vírus com origem animal ocorre de forma eficaz entre pessoas.

Até ao momento, foram infetados por humanos apenas profissionais de saúde e pessoas que estavam a dar apoio a doentes que contraíram o vírus. Ainda assim, o comité de peritos da OMS esteve dividido na decisão e deixou claro que a situação é de "emergência" na China.

Tedros Adhanom, diretor da OMS, afirmou que nesta fase não haverá restrições à deslocação de pessoas em termos internacionais. E revelou que as vítimas mortais tinham "problemas de saúde associados, como hipertensão, diabetes e doença cardíaca".

Segundo o responsável, a doença atingiu de forma severa um quarto dos pacientes, mas a maioria tem sintomas ligeiros. A OMS afirma desconhecer ainda a origem do vírus, a facilidade de contágio e a gravidade da doença.

China quer construir hospital em seis dias
A cidade de Wuhan anunciou que vai construir em seis dias um hospital exclusivamente dedicado ao tratamento de pacientes afetados pelo coronavírus. Entretanto, três equipas internacionais estão a tentar desenvolver uma vacina, mas os testes clínicos só devem começar em junho.
Wuhan China Miguel Matos OMS saúde epidemias e pragas política
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