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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

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Estamos a atravessar um momento delicado. Recuperados da pandemia, ficámos com cicatrizes pessoais, familiares e coletivas.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 15 de Fevereiro de 2022 às 00:32
Há demasiados sinais de violência na sociedade portuguesa. Estamos a atravessar um momento delicado. Recuperados da pandemia, ficámos com cicatrizes pessoais, familiares e coletivas.

Reconstruímos à pressa a normalidade assim que nos foi possível. Muitos de nós não tivemos tempo sequer para chorar os que nos morreram. Como um todo, ainda não fizemos o balanço de tudo o que aconteceu. Sobretudo, de tudo o que perdemos, energia acumulada ameaça explodir, descontrolada. Parece raiva, mas é desespero.

Quando um jogo de bola acaba em batalha campal. Quando um programa de entretenimento normaliza a agressividade. Quando todos nos confrontamos com a fúria destruidora de um jovem de 18 anos, que se preparava para o inominável.

Algo vai mal.

Precisamos de travar estes sinais de violência que crescem como uma metástase.
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