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Acácio Pereira

Burocratas do MAI

As visões economicistas na restruturação de serviços têm custos.

Acácio Pereira 3 de Julho de 2017 às 00:30
Pelas declarações da ministra Constança Urbano de Sousa sobre a reparação de antenas móveis do SIRESP, já se percebeu que a Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna tem de explicar as suas próprias incongruências em todo o processo.

Não nos vamos deter, para já, na responsabilidade ou culpas no caso concreto, que falta determinar, mas é importante lembrar a história recente desta estrutura: acumula competências que vão desde a extinta Direção-Geral da Administração Interna – DGAI à Direção-Geral de Infraestruturas e Equipamentos – DGIE, passando por funções relevantes transferidas das forças e serviços de segurança.

Ora, fazer depender serviços operacionais de uma secretaria de cariz administrativo é, de facto, uma coisa completamente anacrónica, obtusa e irresponsável que só podia produzir os resultados que produziu.

Os burocratas de uma secretaria não têm, por definição, capacidade de gestão de questões operacionais complexas e melindrosas. Este Governo manteve a orgânica que encontrou.

Só se lamenta que tenha sido necessária uma tragédia para evidenciar aquilo que é óbvio: as visões economicistas nas restruturações dos serviços têm custos incomensuráveis.
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