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Acácio Pereira

Ébola, vírus Europeu

Os inspetores do SEF são os primeiros a contactar com os vírus que chegam às fronteiras.

Acácio Pereira 13 de Outubro de 2014 às 00:30

As evidências constatam-se e não se podem negar. O certo é que, sobre o vírus ébola, são mais as dúvidas do que as respostas seguras.

O ébola, que até então era um problema relativamente exterior, emigrou em pleno para a Europa e nasceu à nossa porta, em Espanha. E, desta forma, passou a ser um vírus europeu, nascido e criado no território. Em paralelo, ficou demonstrado que o protocolo de segurança para a não transmissão falhou. Não é seguro nem é suficiente.

O próprio Ministro da Saúde português admite-o com base em novos dados do centro de controlo de doenças europeu, o qual recomenda a alteração de protocolos face às evidências que se vão conhecendo na sequência do caso espanhol. A acrescentar a isto o Diretor-Geral da Saúde veio admitir que, afinal, para as mãos, um par de luvas não é suficiente, são necessários dois pares...

Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras – SEF, que são os primeiros a contactar com os vírus que chegam às fronteiras, exigem informações claras e certas para tomarem medidas de autoproteção adequadas e eficazes. Não é admissível trabalhar nesta indefinição.

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