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Acácio Pereira

Não nos enganem!

A austeridade aplicada à segurança tem custos em vidas.

Acácio Pereira 24 de Outubro de 2016 às 00:30
A pretexto da crise, os sucessivos orçamentos do Estado (OE) têm-se tornado em documentos de dissimulação – e este Governo é igual aos outros. Ao contrário do que disse quando era oposição, António Costa acredita agora nos benefícios da transitoriedade permanente. E a sua ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, também.

No OE 2017 eternizam os congelamentos das promoções e dos regimes de disponibilidade dos inspetores do Serviço de Estrangeiro e Fronteiras – SEF. Esta medida, além de profundamente injusta, já que não tem paralelo com as restantes polícias, fere a dignidade e o bom serviço público de profissionais da segurança que são tratados como uma mera "despesa".

Com a pressão das migrações e a ameaça do terrorismo, verifica-se uma relação inversa entre o aumento exponencial das necessidades de acompanhamento e de controlo, entre o aumento exponencial de trabalho, entre o aumento exponencial dos riscos, e a constante redução dos meios humanos e a desatualização tecnológica do SEF. Esta é uma questão séria para a segurança de Portugal e da Europa.

A austeridade aplicada à segurança tem custos em vidas humanas. Por isso, não nos enganem. Nós não gostamos. 
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