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Alfredo Leite

Tragédia europeia

A vida do assassino de Berlim dava um filme de guião trágico.

Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 24 de Dezembro de 2016 às 00:30
A vida do assassino de Berlim dava um filme de guião trágico. Na Tunísia, Anis Amri bebia álcool, namorava e desprezava o Corão. Era um mau muçulmano.

Em 2010 já era procurado por roubo de um camião e em 2011 foi acusado de assalto à mão armada. Fugiu para Itália, pediu asilo e foi parar à cadeia por atear fogo a uma escola.

Esperou no corredor da deportação, mas a Tunísia nunca emitiu os papéis que o levariam de volta a Tunis e o criminoso continuou na Europa. Expulso de Milão, fugiu para Berlim e em 2016 a polícia investigou-o por ligação terrorista. Nada aconteceu.

Em junho pediu asilo. Por usar identidades falsas o pedido seria recusado. Foi apanhado a roubar e em agosto a Alemanha pediu à Tunísia documentação para o deportar. Tunis nada enviou e em setembro era identificado com traficante.

O resto do filme já se sabe. E diz muito sobre a forma como as autoridades europeias encaram novos fenómenos.
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