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Correio da Manhã

Colunistas
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18 de Março de 2017 às 00:30
O país europeu onde existe a melhor gastronomia - e uma imensa comunidade - do maior país islâmico do Mundo resistiu nas urnas à onda islamofóbica da extrema-direita e mostrou que sociedades tolerantes e liberais podem ser impermeáveis ao populismo estéril.

Ao derrotar Geert Wilders, do partido que se diz da Liberdade, mas que quer proibir o Corão e impedir a entrada de muçulmanos num dos mais multiculturais países europeus, os holandeses deram uma lição de democracia.

Seria bom, contudo, reter alguns sinais que emergiram destas eleições.

Primeiro porque, apesar da derrota, a extrema-direita reforçou lugares no parlamento e o vencedor (o atual primeiro-ministro Mark Rutte) teve que embarcar num discurso mais próximo de Wilders para o combater. O segundo eco vai por inteiro para outros países europeus que vão às urnas este ano – como a França e a Alemanha – e onde a tentação populista é igualmente grande. Se lá chegar, pode ser que os eleitores percebam a inconsequência de um discurso de ódio.

Porque, apesar dos sinais que a Holanda nos deu, o populismo continua a pairar numa Europa que muito queremos que recupere a prosperidade e a segurança que já teve.
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